"Os Educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes,mesmo que não germinem no tempo certo...Mesmo que pareçam frágeisl frente às intempéries...Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas.O espírito de um meste nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis com desafios a serem vencidos. Aos velhos e jovens professores,aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz.Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com acolheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes"(Gabriel Chalita)

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segunda-feira, 2 de julho de 2007

AUTOPISCOGRAFIA


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda Gira,

a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

PELA RUA JÁ SERENA


Pela rua já serena

Vai a noite

Não sei de que tenho pena,

Nem se é pena isto que tenho...

Pobres dos que vão sentindo Sem saber do coração!

Ao longe, cantando e rindo,

Um grupo vai sem razão...

E a noite e aquela alegria

E o que medito a sonhar

Formam uma alma vazia

Que paira na orla do ar...



Fernando Pessoa

DORMIR ENQUANTO OS VENTOS SOPRAM




Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do atlântico.
Ele constantemente anunciava que estava precisando de empregados.
A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do atlântico.
Temiam as horrorosas tempestades que variam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações.Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas.
Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro.- Você é um bom lavrador?
Perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente.
O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados.
Sacudiu o pequeno homem e gritou,
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente,
- Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade.
Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo.
As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas.
As janelas bem fechadas e seguras.
Tudo foi amarrado.
Nada poderia ser arrastado.
O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
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A LIÇÃO DA BORBOLETA

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo.
Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo.

Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se estivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir. Ele resolveu então ajudá-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta pode sair com toda a facilidade...

Mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria se firmar a tempo. Nada aconteceu!

Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.

Nunca foi capaz de voar.O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo pelo qual deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.

Algumas vezes o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida.

Se deus nos permitisse passar através da existência sem quaisquer obstáculos, ele nos condenaria a uma vida atrofiada.

Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.

Nunca poderíamos alçar vôo.



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O AVÔ E OS LOBOS

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:"Deixe-me contar-lhe uma historia.
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.

Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.

É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".E ele continuou:"É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta”.

"Mas, o outro lobo, ah! este é cheio de raiva.

Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!

Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.

Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.

É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

"Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

"E qual deles vence, vovô?"

O avô sorriu e respondeu baixinho:

"Aquele que eu alimento mais frequentemente".



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O VINHO





Na Itália, numa aldeia das montanhas, os camponeses durante a Idade Média, tinham o hábito de anualmente fazer da colheita uma festa.
Esta festa era esperada com muita ansiedade por todos, comemorada com tudo o que tinham direito na época e comentada ao longo do ano.
Para essa festa, todo morador da aldeia contribuía com uma garrafa do melhor vinho de sua fabricação onde cada um despejava num grande barril na praça central da aldeia.
O ponto alto da comemoração era a abertura do barril, solenidade que atraía gente de todos os lugares que vinham degustar o famoso vinho, resultado da somatória de muitas garrafas de vinho selecionado.
Certa vez, um dos moradores que há muitos anos participava da festa pensou:
- “Por que vou levar uma garrafa do meu melhor vinho?
Vou levar uma garrafa de água, já que no meio de tanto vinho o meu não fará falta...”
Quando chegou a sua vez de despejar o seu “vinho”, fez de forma disfarçada para que os outros não percebessem.
No momento culminante da festa, a abertura do barril, todos estavaM lá com suas canecas prontos para saborear o famoso vinho.
Qual não foi a surpresa, na abertura da grande torneira, dela só saia água...
Eram litros e litros de pura água...
Todos os moradores tinham pensado a mesma coisa:
“Por que vou levar uma garrafa do meu melhor vinho, se no meio de tanto não fará falta?”.
Muitas vezes somos tentados a pensar dessa forma.
É preciso fazermos a nossa parte, isto não tem importância e talvez nem seja notado, pois há tantas outras pessoas ao nosso redor.
O que aconteceria se no mundo todos pensassem que sua parte não fará falta?
Por isso por menor que seja a nossa atitude ela é essencial quando nos colocamos a disposição para ajudar alguém.
Muitas vezes depende apenas de um gesto muito simples: um olhar, um sorriso ou uma mão estendida.
Não vamos esconder o “nosso melhor vinho”, e sim dar o que temos de mais precioso para edificação do irmão.
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A PESCARIA MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA


Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais junto ao chalé da família, numa ilha no meio de um lago de New Hampshire.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas ele e o pai saíram no fim da tarde para pegar peixes-lua e percas, cuja pesca era liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo as ondulações se tornaram prateadas por causa do efeito da Lua nascendo sobre o lago.Quando o caniço vergou, soube que havia algo enorme do outro lado da linha.

O pai olhava com admiração enquanto o garoto habilmente arrastava o peixe ao longo do cais.Finalmente, com muito cuidado, ele levantou o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, mas era um dos peixes cuja pesca não era permitida.O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para a frente sob a luz da lua.

O pai olhou para o peixe, depois para o menino.

- Você tem de devolvê-lo, filho

– ele disse.- Mas, papai!

– reclamou o menino.

- Vai aparecer outro peixe

– disse o pai.- Não tão grande como este

– choramingou o filho.

O menino olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou barcos visíveis ao luar. Olhou novamente para o pai.Mesmo sem ninguém por perto, o garoto sabia, pela clareza da voz do pai, que a decisão não era negociável. Devagar tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.A criatura movimentou rapidamente seu corpo poderoso e desapareceu.

O menino desconfiou que jamais veria um peixe tão grande como aquele.Isso aconteceu há trinta e quatro anos.

Hoje, aquele garoto é um arquiteto de sucesso em Nova York.

O chalé de seu pai ainda está lá, na ilha do meio do lago, e ele leva seus filhos e filhas para pescar no mesmo cais.

E ele estava certo.

Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.

Mas ele sempre vê o mesmo peixe

– repetidamente

– todas as vezes que se depara com uma questão de ética.Porque, como seu pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado.

Agimos corretamente quando alguém está olhando?

Faríamos isso se nos tivessem ensinado a devolver o peixe para a água quando éramos jovens.

Porque teríamos aprendido a verdade.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

QUASE ACREDITEI...



Quase acreditei que não era nada, ao me tratarem como nada. Quase acreditei que não seria capaz, quando não me chamavam por acharem que eu não era capaz.Quase acreditei que não sabia, quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia.Quase acreditei ser diferente, entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.Quase acreditei estar de fora, quando me deixavam de fora porque... que falta fazia?E de quase acreditar adoeci;busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins.Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim.Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exatamente como os iguais que me faziam diferente.E acreditei profundamente em mim.E tenho como dívida com a vida fazer com que cada ser humano se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira fonte de riqueza.Foi assim que cresci:acreditando.Sou exatamente do tamanho de todo ser humano.E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos.E se errar?Paciência, continuo vivendo por isso aprendendo.E errar é humano.

domingo, 24 de junho de 2007

O FILHO




Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.Por uma fatalidade do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente, e morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu na porta..
Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:
- "Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida, Ele falava muito do senhor de seu amor pela arte".
E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela: era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.O pai colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte, cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde, e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte...- Começaremos o leilão com o retrato o Filho.
Quanto oferecem por este quadro?Um grande silêncio...Então um grito do fundo da sala:- "Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça- se desta!"
- "Não viemos por essa pintura! Viemos por Van Goghs, Picasso...Mesmo assim o leiloeiro continuou:
- "A TELA: O Filho!
Quem leva o Filho?"
Finalmente, uma voz :
- Eu dou $10 pela pintura... Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, e esse era o único dinheiro que podia oferecer.
- Temos $10! Quem dá $20? gritou o leiloeiro.As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do Filho, queriam as que realmente eram valiosas, para completarem sua coleção.Então o leiloeiro bateu o martelo:
"Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por $10!
- "Agora vamos começar com a coleção!"
- gritou um.- "Eu sinto muito", disse o leiloeiro.
Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono.Somente a pintura O Filho seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as posses desse homem, inclusive as famosas pinturas.
O homem que A comprou fica com tudo!"

NÃO ESQUEÇA O PRINCIPAL



Conta a lenda, que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá dentro dizia:
- Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: depois que você sair, a porta se fechará para sempre.
Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.
A voz misteriosa falou novamente:
- Você agora, só tem oito minutos.Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou.
Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.
O mesmo acontece, por vezes, conosco.
Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:- Não se esqueça do principal!
E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a vida.
Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado.
Assim esgotamos o nosso tempo, aqui, e deixamos de lado o essencial:
"Os tesouros da alma!"

O PADRE QUE QUERIA VER JESUS




Havia um padre que orava constantemente, pedindo para ver Jesus, que o Pai lhe concedesse essa graça.

Os padres residentes no convento eram muito piedosos e caridosos e faziam sempre o bem aos que necessitavam.

Todos os dias, às três horas da tarde, os portões do convento eram abertos ao som de uma sineta e os pobres entravam para o pátio a fim de serem atendidos nas suas necessidades.

Um dia, depois do almoço, o bom padre novamente orou a deus, pediu, como sempre fazia, a oportunidade de ver Jesus, conversar com ele, nem que fosse um pouquinho.

Estava ajoelhado, quando percebeu que sua pequenina cela ficou totalmente iluminada e Jesus lhe apareceu. O padre bem velhinho, não cabia em si de alegria e de felicidade. Imagine só, Jesus ali com ele; Ia então conversar com o mestre, quando a sineta do convento soou, chamando todos os padres para socorrer e ajudar os mais sofridos. O padre vacilou por um instante, não sabendo se ia ou ficava ali com Jesus. Mas, resolveu ir, pois precisava atender o seu próximo.

Foi então, com o coração triste, pois dizia ele, quando voltasse não o encontraria mais ali, mas tinha o seu trabalho, pensava e deixou Jesus sentado em sua cela. Atendeu a todos com o mesmo amor e bondade de sempre e quando se retiraram, o padre volta para a sua cela. Vem ainda sentindo seu coração triste por não ter podido estar com Jesus, porém quando chegou a sua cela, a vê mais iluminada ainda e espantado vê também Jesus que esperava por ele.

Chorando, feliz e agradecido, atirou-se aos pés de Jesus e entre lágrimas diz: mestre, tu aqui?

Não fostes embora?

Esperaste todo este tempo por mim?

E Jesus passando suas mãos compassivas por seus cabelos brancos lhe respondeu meigamente:

"Irmão querido, se tu ao ouvir a sineta chamando-te para as obrigações com aquele que sofre, tivesses aqui permanecido, eu é que teria saído".


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A CORDA



Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o aconcágua. Ele queria a glória somente para si e resolveu então escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que não seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde.

Porém, ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo.

Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada.Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.Subindo por uma "parede", quando faltava mais ou menos cem metros do topo, ele escorregou e caiu...Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão.Sentia apenas uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade.

Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida.

De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade.Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.

Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:

- Oh, meu Deus! Me ajude!

De repente uma voz grave e profunda, respondeu:

- O que você quer de mim, meu filho?

- Me salve, meu Deus, por favor!

- Você realmente acredita que eu possa te salvar?

- Eu tenho certeza, meu Deus.

- Então corte a corda que mantém você pendurado...Houve um momento de silêncio e reflexão.

O alpinista se agarrou mais ainda à corda e pensou que se largasse a corda morreria...

Conta o pessoal de resgate que no dia seguinte encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda ...

A não mais de dois metros do chão.


(E você? Pede e confia no que Deus te dá?)

A LIÇÃO DO FOGO



Um membro de uma determinada comunidade, ao qual prestava serviços regularmente, deixou de participar de suas atividades, sem nenhum aviso.

Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo.Era uma noite muito fria.

O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.

No silêncio que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formavam e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, e empurrou-a para o lado.Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção em tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra havia sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor das brasas ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, o anfitrião disse:

- Obrigado por sua visita e pelo belíssimo ensinamento.

Estarei voltando às minhas atividades amanhã.

Deus o abençoe.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

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O CORAÇÃO FELIZ





Era uma vez um pequeno príncipe que morava em um país muito distante.

Era um dos príncipes mais felizes que já existiram; ria, cantava e brincava o dia inteiro.

Sua voz era doce como música, seus passos levavam alegria aonde quer que fosse. Todos pensavam que era alguma magia.

O príncipe levava ao pescoço uma corrente de ouro com um maravilhoso coração, feito de ouro e enfeitado com pedras preciosas.

A madrinha do pequeno príncipe lhe dera de presente esse coração quando ele era bem pequenininho... Lhe avisando:

- Usando esse coração, serás sempre feliz.

Cuidado para que não o percas!

Todas as pessoas que cuidavam do príncipe vigiavam muito para que a corrente estivesse sempre segura.

Mas, um dia, encontraram o príncipe no seu jardim muito triste e lacrimoso, franzindo o rosto numa careta feia.

- Vejam!

- disse ele, apontando para o pescoço.

E todos viram o que tinha acontecido.

O coração feliz havia sumido!

Ninguém conseguiu encontrá-lo, e a cada dia o príncipe ficava mais triste.

Um dia, perderem-no de vista.

Ele havia partido, sozinho, para procurar o coração feliz de que tanto precisava.

O pequeno príncipe procurou o dia todo, pelas ruas da cidade e pelas estradas do campo.

Procurou nas lojas, nas portas das casas onde moravam os ricos.

O coração feliz que ele havia perdido não estava em lugar algum.

Finalmente, veio chegando a noite.

Ele estava muito cansado e com fome.

Nunca havia andado para tão longe, nem se sentido tão infeliz.

Quando o Sol estava quase morrendo, o pequeno príncipe chegou a uma casinha pequenina.

Muito pobrezinha e marcada pelo tempo, ficava na beira da floresta.

Mas pela janela passava uma luz muito brilhante.

Assim, ele abriu a porta, como faziam os príncipes, e entrou.

Viu uma mãe alimentando um bebê...

Um pai lendo historinhas em voz alta...

A filhinha arrumava a mesa para o jantar...

Um menino da idade dele estava cuidando do fogo.

O vestido da mãe era velho, o jantar seria mingau com batatas e a lareira era muito pequena. Mas a família estava feliz...

Tanto quanto o pequeno príncipe queria estar.

Como os rostos eram risonhos!

E os pezinhos tão lépidos!

Como era doce a voz da mãe!

- Quer jantar conosco?

- convidaram.

- Onde estão os corações felizes de vocês?perguntou o príncipe.

- Não entendemos o que estás dizendo

- disseram o menino e a menina.

- Ora - disse o príncipe - para rir e ser feliz como vocês, é preciso usar uma corrente de ouro no pescoço.

Onde está a de vocês?

Ah... como as crianças riram!

- Nós não precisamos usar corações de ouro

- disseram

- nós todos nos amamos muito e brincamos que esta casa é um castelo e que vamos ter peru e sorvete para jantar.

Depois mamãe conta histórias.

Só precisamos disso para sermos felizes.

Assim, ele jantou na casa pequenina que era um castelo.

Brincou que o mingau com batatas era peru e sorvete.

Ajudou a lavar os pratos e depois todos se sentaram perto da lareira.

Logo o pequeno príncipe começou a sorrir. Era o mesmo riso feliz de sempre. Sua voz voltou a ser doce como música.

Ele passou horas bem agradáveis, e depois o menino acompanhou-o uma parte do caminho de volta.

Quando estavam chegando aos portões do palácio, o príncipe disse:

- É muito estranho, mas eu me sinto exatamente como se tivesse encontrado meu coração feliz.

O menino riu.

- Ora essa, você encontrou sim!

- disse ele

- só que agora você o está usando por dentro.


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.Gabriel Chalita na Expo Católica


http://www.youtube.com/watch?v=TScZ8y65UMI



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AS ESTRELAS DO MAR





Um escritor que morava numa praia tranqüila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs passeava a beira-mar para se inspirar e de tarde ficava em casa escrevendo.

Um dia, caminhando na praia, ele viu uma pessoa que parecia dançar.Quando chegou perto viu que era um jovem pegando na areia as estrelas-do-mar, uma por uma, e jogando novamente de volta ao oceano.

Chegou perto e disse: - Por que você está fazendo isso?

- Você não vê?

Disse o jovem.

- A maré está baixa e o sol está brilhando.

- Elas vão secar no sol e morrer se ficarem aqui.

O escritor riu e disse ao jovem:- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pelas praias.

- Que diferença faz, você joga umas poucas de volta ao oceano e a maioria vai perecer de qualquer forma?

O jovem pegou mais uma estrela na areia,jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:

- Mas para a vida dessa estrelinha eu fiz a diferença...

Naquela noite o escritor não conseguiu dormir nem sequer escrever.

De manhãzinha foi para a praia, reuniu-se ao jovem, e juntos salvaram mais estrelinhas jogando-as de volta ao mar.

Podemos fazer deste mundo um lugar melhor para vivermos,fazendo cada um a sua parte.



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OS SONHOS......


Os sonhos...

Os sonhos são como uma bússola, indicando os caminhos que seguiremos e as metas que queremos alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer. Se os sonhos são pequenos, nossas possibilidades de sucesso também serão limitadas. Desistir dos sonhos é abrir mão da felicidade porque quem não persegue seus objetivos está condenado a fracassar 100% das vezes.A juventude mundial está perdendo a capacidade de sonhar; Os jovens têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, sonhos são projetos de vida, sobrevivem ao caos.A culpa, porém, não é dos jovens. Os adultos criaram uma estufa intelectual que lhes destruiu a capacidade de sonhar. Eles estão adoecendo coletivamente: são agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem pouco.A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença dos sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos.Uma mente saudável deveria ser uma usina de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido
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Entrevista com Gabriel Chalita


http://www.youtube.com/watch?v=_znHFLmQCH0

terça-feira, 19 de junho de 2007

SE EU FOSSE UMA ÁGUIA...




Dizia o poeta Fernão Capello Gaivota: 'If I were not a man, I would like to be a seagle to fly over my dreams'. 'Se eu não fosse um homem, eu queria ser uma águia, para voar acima dos meus sonhos'. A águia é chamada a rainha das aves, pois é a que voa mais alto; faz inveja às outras. A propósito, há uma fábula muito interessante sobre a águia. Diz ela que um caçador, nas montanhas, certa vez encontrou um ninho de águia, com alguns ovos. Tomou um deles e levou para sua casa e colocou-o sob uma galinha que chocava. E assim, nasceu um filhote de águia entre os pintinhos. A galinha, com o mesmo cuidado dedicado aos filhotes, criou a aguiazinha. Esta aprendeu a comer a comida dos pintinhos e a fazer tudo o que os 'irmãozinhos' faziam, como se fosse um pintinho. Foi crescendo e vivendo naquele galinheiro, como se fosse uma galinha, sem suspeitar que tinha tudo para voar nas alturas e dominar os céus. Mas não aprendeu a voar ... Um belo dia, a nossa 'águia de galinheiro' viu outra águia voando nas alturas, dona dos céus. Achou aquilo maravilhoso. Chegou à sua mãe e perguntou-lhe: 'Que ave é aquela, que voa tão lindo nas alturas? Como deve ser feliz!' Ao que a sua mãe respondeu-lhe: 'Minha filha, aquela é uma águia, a 'rainha das aves', só ela consegue voar tão alto. Isto não é para nós, nós somos apenas galinha!' E, assim, conformada, a pobre águia de terreiro, acreditando que fosse apenas uma galinha, viveu toda a sua vida naquele galinheiro, e alí morreu, sem conhecer as alturas. Talvez, fiquemos inconformados com a estória dessa pobre águia; no entanto, muitos homens; quiçá a maioria, vive nas mesmas condições. Arrastam-se pela vida, infelizes, sem conhecer o valor que têm. Somos filhos de Deus, pelo Batismo. Mas muitos vivem sem saber disso. Será que pode haver dignidade maior para nós? Somos 'águias' de verdade, chamados a viver nas alturas do céu. No entanto, desconhecendo a riqueza que trazemos em nós, vivemos muitas vezes como mendigos infelizes. Um dia li no pára-choque traseiro de um caminhão: 'Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono'. E fiquei pensando; é a mesma coisa! Se eu sou 'filho de Deus', então eu sou dono do mundo, pois a herança do Pai pertence ao filho. A Palavra de Deus nos garante que 'somos herdeiros de Deus' (Rom 8,16-17). A Igreja nos ensina que o nosso Batismo, que custou o sangue e a morte de Cristo, faz de cada cristão um 'filho de Deus', membro do Corpo de Cristo, irmão de Cristo, herdeiro do Céu. Cremos nisso? Vivemos de acordo com esta realidade? Ou será que nos arrastamos como uma 'águia de galinheiro'? 'Somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança' (Gen 1,27). Só nós recebemos do Criador a inteligência, a memória, a vontade, a sensibilidade, essas mãos incríveis, capazes de construir coisas tão fascinantes. Temos uma alma imortal... Mas toda essa potencialidade e beleza só poderá levá-lo 'às alturas', se você viver como quer o Criador, Aquele que quiz tudo isso para nós. O Catecismo da Igreja nos ensina que: 'O aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus'. Fomos chamados para viver Nele. Ele é o céu de nossas vidas. Nosso destino é Deus, nosso limite é o Céu. Aquele que não realizar essa 'união íntima e vital com Deus', e não entregar´se ao seu Criador, nunca viverá como um verdadeiro 'filho de Deus'. São Paulo nos diz: 'Nele vivemos, nos movemos e existimos' (At 17,28). Sem Deus, somos como um peixe fora da água: asfixiados, paralisados, sem vida, condenados à morte. Sem Deus somos 'águias de galinheiro'! 'Nos fizestes para Vós, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Vós', é o brado de Santo Agostinho (Confissões 1,1,1). Foi para isso que Jesus se fez homem, e morreu numa Cruz, para 'participarmos da gloriosa liberdade dos filhos de Deus' (Rom 8,21). 'O Espírito Santo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros' (Rom 8,16-17).

sexta-feira, 8 de junho de 2007

ACREDITAR É PRECISO


Era uma vez, um lugar bem distante, um grupo de cavaleiros viajando na noite escura, com seus cavalos já cansados subiam uma montanha pedregosa e íngreme.A exaustão e o desânimo estavam presentes em todos os membros do grupo. O desejo de todos era parar e dormir as a viagem não podia ser interrompida.Nisto, uma forte voz surgiu, vinda dos céus como um trovão, mandando que desmontassem de suas montarias, enchessem suas sacolas com as pedras que havia no chão e só depois disso continuassem a viagem; e alertou que ao amanhecer estariam alegres e tristes ao mesmo tempo.Alguns desmontaram, outros não. Uns pegaram muitas pedras, outros poucas. E alguns vencidos pelo cansaço, desânimo e descrença nenhuma pedra.Sem muita demora seguiram viagem. Ao amanhecer conforme a voz anunciara estavam alegres e tristes ao mesmo tempo.Uns alegres porque não eram pedras comuns, eram diamantes.Outros tristes porque ficaram arrependidos de não pegarem mais pedras; e ainda outros por não terem recolhido nenhum diamante, preferindo dormir ao invés de recolher os diamantes.Assim também é a vida. Às vezes não enxergamos as coisas no escuro e deixamos de aproveitar as oportunidades.Muitas vezes temos diamantes em nossa frente, mais preferimos a acomodação.Ao invés do trabalho de garimpar verdadeiras jóias de oportunidades passam diante de nós e deixamos escapar.Depois falamos:“Mas como não pensei nisso?”“Essa idéia era minha!””Como deixei escapar essa oportunidade?”Aí vemos que alguém garimpou mais, acreditou, criou, trabalhou, persistiu e colheu realmente os diamantes.

ALGUMAS MANEIRAS DE FAZER ALGUÉM FELIZ!

Dê um beijo, um abraço, um passo em sua direção.
Aproxime-se sem cerimônia;
Dê um pouco de calor do seu sentimento;
Sente-se perto e deixe-se ficar algum tempo ou muito tempo.
Não conte o tempo de se dar.
Aprenda a burlar a superficialidade;
Sonhe o sonho, sem dúvidas;
Deixe o sorriso acontecer;
Rasgue o preconceito,
Olhe nos olhos;
Aponte um defeito com jeito;
Respeite uma lágrima;
Ouça uma história, ou muitas com atenção;
Escreva uma carta,
Irradie simplicidade, simpatia, energia!
Observe as coincidências...
Não espere ser solicitado, preste favor;
Converse sério ou fiado,
Conte uma piada, ache graça.
Ajude a resolver um problema;
Pergunte: Porque? Como vai? Como tem passado?
O que tem feito de bom? O que há de novo?
E preste atenção.
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme, ou mesmo um bom programa de televisão;
Diga de vez em quando: Desculpe! Muito grato!
Não tem importância! Que há de se fazer! Dá-se um jeito!
Tente, de alguma maneira.
E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ!

Dê um beijo, um abraço, um passo em sua direção.
Aproxime-se sem cerimônia;
Dê um pouco de calor do seu sentimento;
Sente-se perto e deixe-se ficar algum tempo ou muito tempo.
Não conte o tempo de se dar.
Aprenda a burlar a superficialidade;
Sonhe o sonho, sem dúvidas;
Deixe o sorriso acontecer;
Rasgue o preconceito,
Olhe nos olhos;
Aponte um defeito com jeito;
Respeite uma lágrima;
Ouça uma história, ou muitas com atenção;
Escreva uma carta,
Irradie simplicidade, simpatia, energia!
Observe as coincidências...
Não espere ser solicitado, preste favor;
Converse sério ou fiado,
Conte uma piada, ache graça.
Ajude a resolver um problema;
Pergunte: Porque? Como vai? Como tem passado?
O que tem feito de bom? O que há de novo?
E preste atenção.
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme, ou mesmo um bom programa de televisão;
Diga de vez em quando: Desculpe! Muito grato!
Não tem importância! Que há de se fazer! Dá-se um jeito!
Tente, de alguma maneira.
E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ!

UM ANJO EM MINHA VIDA


Descalça e suja, a pequena garota ficava sentada no parque, olhando as pessoas passarem. Ela nunca tentava falar, não dizia uma única palavra.

Muitas pessoas passavam por ela, mas nenhuma sequer lhe lançava um simples olhar, ninguém parava, inclusive eu.Em outro dia, eu decidi voltar ao parque. Curiosa pra ver se a pequena garota ainda estaria lá.

Exatamente no mesmo lugar onde ela estava sentada no dia anterior, ela estava empoleirada no alto do banco com o olhar mais triste do mundo.

Mas nesse dia eu não pude simplesmente passar ao largo, preocupada somente com meus afazeres.

Ao contrário, eu me vi caminhando ao encontro dela. Pelo que todos sabemos, um parque cheio de pessoas estranhas não é um lugar adequado para crianças brincarem sozinhas.

Quando eu comecei a me aproximar dela, pude ver que as costas do seu vestido indicavam uma deformidade.

Eu conclui que esta era a razão pela qual as pessoas simplesmente passavam e não faziam esforço algum em se importar com ela.

Quando cheguei mais perto a garotinha lentamente baixou os olhos para evitar meu intenso olhar. Eu pude ver o contorno de suas costas mais claramente.

Ela era grotescamente corcunda.

Eu sorri para lhe mostrar que eu estava bem e que estava lá para ajudar e conversar.Eu me sentei ao lado dela e iniciei com um "olá".

A garota reagiu chocada e balbuciou um "oi" após fixar intensamente meus olhos.

Eu sorri e ela timidamente sorriu de volta. Conversamos até o anoitecer, quando o parque já estava completamente vazio.

Todos tinham ido e estávamos sós. Eu perguntei por que ela estava tão triste. Ela olhou para mim e me disse:

"Porque eu sou diferente".

Eu imediatamente disse sorrindo:

"Sim você é".

A garotinha ficou ainda mais triste, dizendo:

"Eu sei".

Eu disse: "Você me lembra um anjo, doce e inocente".

Ela olhou para mim e sorriu lentamente, levantou-se e disse:

"De verdade?". "Sim, querida, você é um pequeno anjo da guarda mandado para olhar todas estas pessoas que passam por aqui.

Ela acenou com a cabeça e disse sorrindo: "Sim".

E, com isto, abriu suas asas e piscando os olhos falou:

"Eu sou seu anjo da guarda".

Eu fiquei sem palavras e certa de que estava tendo visões. Ela finalizou: "Quando você deixou de pensar unicamente em você, meu trabalho aqui foi realizado". Imediatamente eu me levantei e disse: "Espere, por que então ninguém mais parou para ajudar um anjo?"

Ela olhou para mim e sorriu: "Você foi a única capaz de me ver" e desapareceu.

Com isto minha vida mudou drasticamente.

Quando você pensar que está completamente só, lembre-se:seu anjo está sempre tomando conta de você”

O MEMBRO ISOLADO


Um membro de um determinado grupo ao qual eu prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar.
Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo. Supondo a razão para a visita, o homem deu-lhe boas-vindas, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.
O pastor se fez confortável mas não disse nada.
No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente.
Após alguns minutos, o líder examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado.
Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel.
O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto.
Então diminuiu a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial.
O líder antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo.
Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
"Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo"

PENSAMENTOS