"Os Educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes,mesmo que não germinem no tempo certo...Mesmo que pareçam frágeisl frente às intempéries...Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas.O espírito de um meste nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis com desafios a serem vencidos. Aos velhos e jovens professores,aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz.Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com acolheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes"(Gabriel Chalita)

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

É pra isso que serve a liberdade de imprensa???



Essa fala histriônica do jornalista Luiz Carlos Prates se presta a uma discussão rica: quais os limites da liberdade de expressão?
Ou não existe limite?

Prates está fazendo a apologia de uma ditadura.

Não vou discutir a embalagem estridente e manca. Em sua saudação ao general Figueiredo ele mistura tratamentos como alguém que não domina o idioma. Figueiredo é primeiro tu (que morreste pobre) e em seguida é você (que nos ensinou).

Fale com simplicidade, ou agredirá o português como Prates.

Mas a questão é a essência.

Tudo bem louvar ditadura?

A liberdade de expressão, em algumas partes do mundo, tem sido objeto de discussões interessantes. A permissiva Suécia, por exemplo, decidiu que não se pode mais veicular e distribuir conteúdo com imagens reais de crianças quando se trata de pedofilia. Filmes e fotos para pedófilos, para ser mais claro. Isso era permitido na Suécia até há pouco, em nome da liberdade de expressão. Os pedófilos agora têm que se contentar com animações.

No Reino Unido, exaltar o terror islâmico é o bastante para levar alguém para a cadeia. Você não precisa fazer nada de concreto além de elogiar o chamado martírio – a morte pela causa do Islã. Experimente, também nos Estados Unidos, publicar um blog que apóie Bin Laden. Tente depois se explicar com aquela citadíssima fala: defendo até a morte o direito de você dizer uma coisa da qual discordo.

A ausência de limites na Alemanha de Weimar permitiu a Hitler publicar Mein Keimpf, um livro em que ele prometia fazer o que mais tarde, no poder, efetivamente faria: exterminar fisicamente os judeus.

Louvar a ditadura, como faz Prates: pode?

Para lembrar. Uma ditadura não se instala sem a ruptura da legalidade e a morte e prisão de muitas pessoas. Foi o que aconteceu em 1964 no Brasil.

Essa fala histérica é imprestável sob todos os aspectos, exceto pela oportunidade de discutir a liberdade de expressão.

by Paulo Nogueira




















A "nata" da estupidez humana



O problema do Brasil não é a pobreza. São os pobres


É o que você aprende com a dupla Debi e Lóide. Debi, num programa de televisão, disse que os miseráveis são culpados pelas mortes nas estradas. Quer dizer, metade culpados. A outra metade da culpa é do governo espúrio que deu condições para os miseráveis comprarem um carro.

Carro é para nós, os ricos, para Debi.

Segundo Debi, o miserável motorizado vai para a estrada se distrair porque não suporta a mulher e nem ele a ela. E depois de bater é observado por desgraçados que gostam de ver cadáveres mesmo quando para isso têm que atravessar uma estrada congestionada.

Debi é comentarista da RBS em Santa Catarina.

Debi diz que o miserável compra o carro antes de ler um livro. Hmmm. Ainda bem para quem gosta de livro. Já pensou como ficariam as livrarias com pobres interessados em comprar livros?

Lóide gosta de voar. Mas os aeroportos hoje têm pobres demais, e ele não gosta disso, como escreveu num artigo na Folha de S. Paulo. Não conhecia Lóide. Vi um pouco dele no Google. Pobre Locke, pobre Hume, tão citados por ele para defender o indefensável – o nexo de seus textos.

Debi e Lóide simbolizam a direita brasileira destes dias, na qual têm a companhia de gente como Jabor, Merval Pereira, Reinaldo de Azevedo, Ali Kamel e William Waack.

Na campanha eleitoral, um artigo memorável de Merval culpava os pobres por não serem capazes de entender a gravidade das denúncias contra o governo. Não que as denúncias pudessem ser inconsistentes, não que as explicações pudessem ser incompreensíveis ou nada persuasivas. Não. Os pobres é que não conseguiram apreender o tamanho do drama.

A solução do Brasil não é acabar com a pobreza, para a nova direita da dupla Debi e Lóide e amigos de fé.

É simplesmente acabar com os pobres.



by Paulo Nogueira

PENSAMENTOS