"Os Educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes,mesmo que não germinem no tempo certo...Mesmo que pareçam frágeisl frente às intempéries...Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas.O espírito de um meste nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis com desafios a serem vencidos. Aos velhos e jovens professores,aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz.Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com acolheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes"(Gabriel Chalita)

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domingo, 23 de maio de 2010

Mino, Faoro, o PiG (*) e o Irã: “A elite brasileira é entreguista”

Deve ser muito engraçado servir de apoio aos ricos






Republicamos o editorial de Mino Carta, na Carta Capital que chega hoje às bancas.


É uma sugestão do amigo navegante Sergio Soares Tomazzini, que disse: “se o Lafer tirou os sapatos, imagina o que o FHC tirou”.


Diz o Mino:



Os interesses dos impérios e os nossos

Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.

Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte.

 
Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante.

Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos.

Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma.


Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador?

A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura.

Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas.

Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas.

 
Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista



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terça-feira, 18 de maio de 2010

China elogia e Irã tem esperanças de que potências internacionais 'aceitem' acordo


Apesar do ceticismo demonstrado por países como EUA, Rússia, Reino Unido e França, o Irã mantém esperanças de que a comunidade internacional "aceite" o acordo assinado na segunda-feira em Teerã, em que o país se compromete a enviar urânio levemente enriquecido ao exterior em troca de combustível nuclear. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, disse nesta terça-feira que estava otimista sobre a aceitação do acordo após novas considerações, embora o país continue sob a ameaça de imposição de novas sanções. Até agora, a única grande potência que não questionou o acordo foi a China, que só se pronunciou publicamente nesta terça.
" A China observou as informações relevantes e manifesta suas boas-vindas e seu apreço pelos esforços diplomáticos "
- A China observou as informações relevantes e manifesta suas boas-vindas e seu apreço pelos esforços diplomáticos feitos por todas as partes para, positivamente, buscar uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana - disse o chanceler chinês, Yang Jiechi, segundo o site do Ministério das Relações Exteriores do país.
O porta-voz do chanceler, Ma Zhaoxu, acrescentou depois que o governo chinês espera que o acordo de troca de combustível "beneficie o processo de resolução pacífica da questão nuclear iraniana por meio de diálogo e negociações". Apesar do otimismo, nem o ministro nem seu porta-voz disseram se acreditam que as potências ocidentais que lutam pela aprovação de novas sanções na Organização das Nações Unidas (ONU) devem agora rever sua posição. Eles apenas reafirmaram a posição anterior de que a China prefere soluções negociadas.
(Para jornais dos EUA, acordo é cartada do irã para evitar sanções)

O porta-voz da chancleria iraniana se recusou a responder a questões sobre os planos para manter o enriquecimento de urânio no Irã, os quais alimentaram as avaliações céticas sobre o acordo.
" Se os países do Ocidente continuarem procurando desculpas, ficará claro que eles não estão em busca de uma solução "
- Se os países do Ocidente continuarem procurando desculpas, ficará claro que eles não estão em busca de uma solução para a questão e não tem qualquer opção lógica sobre a mesa - disse Mehmanparast, que na segunda teria dito, segundo a agência de notícias Irna, que o país pretende continuar enriquecendo urânio a 20%.
(Veja a íntegra do acordo assinado por Irã, Brasil e Turquia)

Premier de Israel reúne assessores para discutir acordo

A Casa Branca anunciou na segunda-feira que o governo americano continuará buscando sanções contra o Irã, afirmando que as intenções do país de continuar enriquecendo urânio no seu território viola resoluções da ONU. Reino Unido, França e Rússia, que junto com os EUA e a China formam os cinco membros permanentes com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, também se mostraram céticos quanto os resultados do acordo assinado em Teerã.

(Para Washington Post, acordo dá à China pretexto para adiar nova resolução)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que na segunda-feira não se pronunciou publicamente sobre o assunto, convocou uma reunião nesta terça com seus principais assessores para discutir o acordo. No país, principal adversário do governo iraniano na região, uma das autoridades mais graduadas a se pronunciar até o momento foi o ministro do Comércio, Benjamin Ben-Eliezer. Segundo ele, apenas o tempo vai mostrar se o Irã "continua brincando com o mundo todo" ou se está aberto a frear o enriquecimento de urânio.

(Ceticismo e preocupação deram o tom das declarações em Israel na segunda)

Para o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o anúncio por parte do Irã de que o país continuará enriquecendo urânio a 20% mesmo depois da assinatura do acordo não foi um "balde de água fria" . Segundo ele, poderia ter como objetivo acalmar setores mais "linha dura" dentro do Irã. O resultado das negociações mediadas por Brasil e Turquia em Teerã ainda precisa da aprovação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) antes de ser posto em prática.


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Irã, Turquia e Brasil devem anunciar hoje acordo sobre programa nuclear

Após quase 20 horas de negociação em Teerã, Brasil, Turquia e Irã finalizaram as bases de um acordo para romper o impasse em torno do programa nuclear iraniano. O acordo deve ser anunciado hoje, quando os chefes de governo dos três países se reunirão na capital iraniana. A imprensa internacional ainda aguarda para analisar o texto.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou à Folha que uma fórmula foi alcançada para implementar a proposta da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que tem o objetivo de garantir que o Irã não produza armas atômicas. Ao final de um dia de negociações intensas entre os três países, que obrigaram o chanceler brasileiro a faltar a dois compromissos da visita do presidente Lula ao Irã, Amorim não escondeu que um acordo estava co sturado.
"Há pequenas diferenças de linguagem. A fórmula está razoavelmente pronta", disse o chanceler, que em seguida, chegou a receber os parabéns pelo sucesso da negociação do subsecretário-geral para Assuntos Políticos do Itamaraty, Roberto Jaguaribe.A conclusão do acordo foi confirmada pelo chanceler turco, Ahmet Davutoglu. Questionado pela Folha, ele foi categórico. "Temos um acordo." O chanceler se referia a uma proposta negociada desde o ano passado pela AIEA para conciliar a preocupação das potências ocidentais acerca do programa nuclear iraniano com o direito, assegurado pela ONU, de o Irã enriquecer urânio para fins pacíficos.
O plano prevê que o Irã envie parte de seu estoque de urânio pouco enriquecido para outro país e receba em troca o combustível enriquecido a até 20%, nível adequado para uso médico, mas não para a bomba. Temendo não receber o urânio de volta, Teerã impôs condições: que a troca fosse simultânea e acontecesse em território iraniano. As potências rejeitaram as exigências e ergueram uma frente diplomática no Conselho de Segurança (CS) para impor uma quarta rodada de sanções da ONU ao Irã. Brasil e Turquia uniram esforços no CS, onde ocupam vagas rotativas, para ressuscitar o plano da ONU.



REPORTAGEM PUBLICADA NA FOLHA DE SÃO PAULO


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sábado, 15 de maio de 2010

Lula, rumo ao Nobel da Paz

A Chancelaria do Irã anunciou, neste sábado, que existe a possibilidade de seu país aceitar a proposta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará ao presidente Mahmoud Ahmadinejad: “Sobre as negociações, acredito que as condições tendem a levar a um acordo sério sobre a troca”, afirmou o porta-voz.


Lula viajou neste sábado a Teerã, onde proporá a Ahmadinejad que o Irã aceite enviar urânio de baixo enriquecimento ao exterior recebendo em troca urânio de melhor qualidade. A proposta é apoiada pela ONU.


Esse seria o maior entre os tantos êxitos da política externa brasileira, que guindou nosso presidente a uma posição no cenário internacional jamais alcançada por nenhum outro chefe de Estado brasileiro em toda a história.
Como se não bastasse, tal acordo imprimiria a paz entre Irã e Estados Unidos, que se encontram à beira de um contencioso que pode ir de duras sanções econômicas ao país oriental até um difícil – mas não impossível – conflito armado na região mais conflagrada do planeta.


Fica difícil imaginar que uma vitória diplomática como essa não resulte na indicação do presidente brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz e em uma quase certa vitória dessa indicação, pois não haverá, na história recente, feito tão expressivo em termos de promoção da paz.

No caso de um possível fracasso na negociação entre Lula e Ahmadinejad, será só mais uma picuinha criticar a iniciativa brasileira. Mesmo que a imprensa tupiniquim tente faturar em cima de um eventual fracasso, na cabeça dos brasileiros que apóiam o presidente com verdadeiro fervor e que são enorme maioria, não passará de mais uma prova de mesquinhez criticarem-no por tentar promover a paz.

No entender deste blogueiro há boas condições para que Lula tenha sucesso, pois o resultado de uma recusa de Ahmadinejad ao acordo será desastrosa para o Irã, que iria se expor não só às duras retaliações da comunidade internacional, mas à máquina de guerra norte-americana. Aceitar o acordo com Lula seria uma saída honrosa.

Ao fim deste domingo, 16 de maio de 2010, Lula pode gravar seu nome, definitivamente, não só na história do Brasil, mas da humanidade.




Escrito por Eduardo Guimarães
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TARKAN : En iyi, arasında en iyi - O Melhor,entre os melhores!-

Tarkan ficou conhecido por usar temas sensuais e românticos em seus trabalhos e tem sido apelidado de "Príncipe do Pop" pelos meios de comunicação; lançou vários álbuns (todos em turco, e um em inglês) no primeiro ano de sua carreira tinha o número estimado de 15 milhões de CDs vendidos.



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"Uma Jóia do Oriente"

Quem de nós pode desvendar os desígnios de Deus para as nossas vidas?Não podemos, mas sentimos a presença Dele em cada coisa boa que nos acontece no cotidiano. Pode ser uma gentileza,um sorriso ou simplesmente uma mensagem deixada em nosso mural,em qualquer site de relacionamento em que estamos;que nos deseja bom dia!
Como é possível que uma pessoa completamente estranha, até então, consiga transformar nosso dia? Não sei. Esses são os planos de Deus. Eu sou prova viva desses planos,pois há muito tempo venho encontrando pessoas que se tornaram importantes pra mim dessa maneira.Esse ano Deus me reservou mais uma grata surpresa.
Não é a primeira vez que os “Ventos do Oriente” sopram de maneira benéfica em minha vida; tenho pessoas muito queridas trazidas por esse vento. A mais recente chama-se, Alexander Fazel.
Dono de uma beleza ímpar, com traços marcantes e uma cuidadosa atmosfera de mistério, pois não revela local exato de nascimento e muito menos sua idade, Alexander é muito mais que um rosto bonito. Inteligente, gentil, educado e muito atencioso, qualidades cada vez mais raras nas pessoas, principalmente em homens tão bonitos, ele conquistou quase de imediato a minha simpatia – Quem me conhece sabe que isso é outra raridade –
Alexander cresceu em Toronto, Canadá, e até o ensino médio nunca pensou em ser ator, mas ao ser forçado a participar de uma peça de teatro para “A festa da Primavera” na escola, descobriu sua verdadeira vocação, os palcos e as grandes telas de cinema.
Graduado em sociologia e Comunicação, Alexander sabe muito bem a importância da formação na carreira de um ator, ele mudou-se para Los Angeles, para estudar na “American Academy of Dramatic Arts”. Depois de terminar o programa de verão na AADA, Alexander começou a freqüentar a Beverly Hills Playhouse. E continua seus estudos até hoje,buscando aprimoramento profissional e pessoal.
Participou de várias peças de teatro,filmes independentes,séries de TV – entre elas Chuck – e filmes de curta metragem.seu mais recente curta metragem estreia em breve.
Tenho absoluta certeza que qualquer pessoa que,como eu ,conversar com ele por mais de cinco minutos concordará comigo e se renderá ao charme desse jovem ator,que como eu já disse é muito mais que um rosto bonito.Quanto a mim resta agradecer a Deus por mais essa grata surpresa que Ele me reservou que é partilhar da amizade dessa “Jóia do Oriente” que é Alexander Fazel. Amizade essa que espero conservar por toda a vida.


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terça-feira, 20 de abril de 2010

OLHA O GOLPE!!!!

“Todos queremos mais”

“Brasil, muito mais, é a sua escolha que nos satisfaz”



Os bastidores do quase-golpe
por Marco Aurélio Mello, em seu blog


Da série ficção, a preferida dos internautas.
Começou com um telefonema de um ator consagrado para o diretor do núcleo.

Ele estava irado com a peça promocional que foi ao ar na noite de Domingo.

Era um institucional de trinta segundos em que ele dizia apenas duas palavras.

Mas a montagem induzia o telespectador a acreditar que se tratava, não de uma campanha de aniversário da maior emissora de televisão do país, mas um mosaico grosseiro cujo slogan “a gente faz sempre mais” é uma clara alusão ao do candidato José Serra.

E para corroborar com a leviandade, ainda vinha o número quarenta e cinco assinado na peça, ao lado do logotipo.

Ao todo, foram quarenta celebridades entre as turmas das produções, humor, shows, esporte e jornalismo.

Achei até curioso a manifestação ter partido de um ator e não de um de nós.

Afinal, vendemos a eles apenas nossa força de trabalho, não nossas consciências.


Será?

Nem sei mais…



O ator foi duro e franco com o executivo da empresa.

Se alguma providência não fosse tomada, ele ia aos jornais dizer que foi vítima de manipulação.
Era tudo o que a emissora não queria ouvir nessa altura do campeonato.
Ainda que seu candidato pudesse ser o mesmo que o da emissora, ele jamais se sujeitaria a trabalhar naquelas condições.

E antes de desligar, avisou: Eu não estou sozinho.
O diretor pediu paciência, disse que ia encontrar uma saída.
Pensou em quem confiar num momento desses de conflito: talvez um executivo que tivesse bom transito com o jornalismo.

Afinal, foi coisa dos herdeiros da Corte do Cosme Velho, incentivados pelo Guardião da Doutrina da Fé, pensou.

Assim que amanheceu propôs o encontro ao executivo que considerou ser hábil o bastante para apagar o fogo.



Nisso a internet já fervilhava.



Pressões vinham de todos os lados, a opinião pública, os patrocinadores, os políticos, os amigos.

É preciso convencer a direção de que foi um tiro no pé.



Mas como fazer isso?
Juntando argumentos.


E lá foram os dois tentar convencer os acionistas de que aquilo fora um erro.

Os artistas respeitam os interesses comerciais e políticos da emissora, mas consideram que não cabe a eles exercer esse papel institucionalmente.
O artista é o vendedor de sonhos e ilusões para todos, não só para um determinado grupo político.
Afora os artistas, tem os jornalistas que emprestam sua credibilidade à emissora.

Ações assim podem arranhar para sempre esse vínculo com o telespectador.
E assim foram as tratativas durante toda a tarde.

Ok, mas qual seria a solução?

Pensaram em várias.
Ao final do encontro triunfou aquela que diz assim: “O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.”
Esta noite não vai ser boa, nem para o Guardião, nem para a Central de Comunicação, e muito menos para o patrão. Nós aqui fora sabemos de tudo! O Povo não é bobo. Fiquem espertos.


PS do Azenha: Com a experiência que tenho em televisão, sei como essas coisas funcionam. O conjunto da obra só fica claro para quem gravou alguns segundos de uma peça ficcional quando ela é apresentada ao público. Duvido que tenha sido a internet a responsável pela decisão da emissora. Atribuo isso, acima de tudo, à reação interna e ao medo de que houvesse protestos públicos de quem se sentiu ludibriado!



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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Plano de fuga

Um milhão e meio de brasileiros se manifestaram favoravelmente ao projeto de lei de iniciativa popular apresentado ao Congresso em 2009, que impede o registro como candidato de pessoa condenada em primeira ou única instância ou, ainda, com denúncia recebida por um tribunal em virtude de crimes graves como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. É o chamado projeto Ficha Limpa, que altera a Lei das Inelegibilidades.

Promovido pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), tem encontrado muita resistência no Congresso. Na semana passada, por decisão dos líderes partidários que representam a maioria, não foi votado em plenário, mas enviado para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o que pode inviabilizar a aplicação nesta eleição.


O que os parlamentares não entenderam ainda é que a proposta fala pelo sentimento da maioria da população: a política, fundamental para a vigência da democracia, precisa ser exercida às claras por bons cidadãos, capazes de mediar os interesses da sociedade, no âmbito do Estado, movidos pelo objetivo do bem comum.

Há quem ache injusto ou veja nisso uma limitação à defesa ou até mesmo da soberania popular, que teria o poder de “inocentar” nas urnas os eleitos. Mas a política não pode ser local de refúgio para quem busca impunidade, quer fugir da Justiça ou visa privilégios pessoais. Hoje, o melhor plano de fuga para protelar e paralisar processos judiciais não passa pelo aeroporto, mas, paradoxalmente, pela eleição a um cargo político.

A seleção de candidatos de “ficha limpa” deveria começar nos próprios partidos. O Partido Verde aprovou a Resolução 1/2010, impedindo a candidatura de pessoas condenadas por órgão colegiado em crimes de abuso de autoridade, lavagem de bens, contra a vida e a dignidade sexual, contra o meio ambiente e a saúde pública, entre muitos outros.


Não se pode mais ignorar que a desonestidade está, em grande parte, na raiz da ineficiência e até da ausência de serviços públicos vitais, em setores como saúde, educação, habitação, saneamento, segurança pública e proteção ao ambiente.


Por trás de muitos fatos que revoltam os brasileiros está, na verdade, a cultura perversa que transforma o poder político em instrumento para corromper, não para melhorar a vida das pessoas. Cada centavo do dinheiro público é trabalho de toda a sociedade. Deve ser usado de forma eficiente, justa, técnica e socialmente correta. E, sobretudo, deve estar nas mãos de quem não tem do que se envergonhar.






Publicado originalmente na Folha de São Paulo no dia 12 de abril de 2010


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terça-feira, 30 de março de 2010

Onde vamos parar?

Profª Cristiana Passinato

O “Professor refém” é cada dia mais uma realidade frequente na sociedade, e está mais evidente por aí do que nunca.

Estamos à beira de um colapso sério que nos levará a um abismo imenso entre essas duas classes.
Os choques sérios de gerações, as desavenças, as grandes discussões.
A mídia não pára de evidenciar casos e mais casos de desentendimentos em sala de aula.
Muitos direitos dados aos alunos e poucos deveres, bem como alguns professores em completa situação de despreparo, faltas de condições e salários baixos, sem mesmo conseguir saber até onde podem atuar.
É fato que professor não deve trocar papel com pais, mas muitas vezes pela falta de educação chamada por muitos de berço há uma reflexão séria de comportamento em sala de aula, não permitindo que esse espaço seja bem aproveitado por todos.
Nem mesmo o espaço físico é respeitado.
Essa classe de educacores convive com atrocidades enquanto o aluno o ameaça em alguns momentos, caso haja algum desacordo com leituras distorcidas do Estatuto que os protege onde a função não deveria ser essa: a de coagir mestres e deixar alunos à vontade para fazerem qualquer atrocidade desejada, individualmente ou em grupo.
Pior é quando o tom ameaçador surge e o bullying vira prática habitual pelos alunos para se valerem da situação e se beneficiarem por todos os lados.
Acredito que isso seja maléfico e deturpe a personalidade e a formação desses alunos que tudo podem e não obedecem a nenhuma força que os limite.
Aliás essa palavra temida, que muitos falam que está desatualizada, acredito que seja o mais necessário nesse cenário, pois quem ama Educação e segundo até mesmo Içami Tiba e Tânia Zagury, autores de conceituadas teorias e obras publicadas no ramo da pedagogia têm como demonstração desse amor. O tal “Limite sem trauma”, pois “Quem ama Educa”.
Vídeo sobre bullying (em geral, não no caso do aluno para o professor, especificamente) do especialista sobre o assunto, o professor e vereador Gabriel Chalita:
Gabriel Chalita fala sobre o Bullying
Não é um problema só no nosso país, e sim global, vejam ainda em:
Em Portugal bullying será tipificado como crime na violência escolar http://bit.ly/atPnLw – via Twitter Denise Sobrinho (Jornalista)
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Sonnet




For yr Love have I sacrificed the Storm
And Caught between my aching Teeth
The full flushed Draft of small Desire
With smiling Tears and loving Hate
Rounded the corner of the Shining Fire
Loves first hit is so refined
No blade of Plenty can it inure
From Perjury or the glancing Mire
Its Feet are steady, requires
No rules, conforms to Nothing
Taught in Schools
For your love have I dug a Path
That separates the pleading from the
Staff that trod the earth in steady gait
No Pilgrim comes without invite, mute,
And leaves no Stone unturned
If stars were mud & Stones Desire
By you, for You
I would be rescued from this Fire.


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Poesia díamore

nella notte del giorno

un fiore,bianco e dolce

come un baccio del sole

su questa collina

svolge

e un profumo

sano, silenzioso,

calmo

tocca e apre

il cuore




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sexta-feira, 19 de março de 2010

O discurso sem nexo de FHC

O discurso sem nexo de FHC

É curioso o artigo de FHC no Estadão. Achava besta a crítica que se fazia a ele com aquele “esqueçam o que escrevi”. Quem não muda suas ideias, para um mundo em constante mudanças, é poste. O verdadeiro intelectual sabe observar a mudança dos ventos. Os melhores conseguem antever. Os medíocres repetem mantras que funcionaram por algum tempo e se tornaram obsoletas.

Mas o artigo de hoje é “esqueçam tudo o que defendi e fiz”, porque não deu certo.

Repete a lógica do discurso de Serra, de ler o Brasil por inteiro, das diretas até hoje. Depois avança em críticas pontuais que demonstram ou desconhecimento da realidade econômica do país – aliás, postura usual quando era presidente – ou desconhecimento dos princípios que nortearam seu governo. Se a ideia é analisar 25 anos de país, onde entra seu governo, que exacerbou todos os problemas que ele aponta em seu artigo?

Ele critica – com razão – a deterioração do balanço de pagamentos. No plano Real, essa deterioração foi intencional, visando transferir o controle da política econômica para os detentores de fundos externos. Critica – com razão – a criação de supergrupos nacionais. Mas foi no seu governo – com a escandalosa fusão da Brahma e da Antárctica – que se deu início a esse processo. Um dos erros monumentais do governo FHC foi ter induzido a uma conglomerização da economia que destruiu cadeias produtivas inteiras. O próprio modelo de privatização das telecomunicações nem pensou em preservar as pesquisas e a cadeia de fornecedores nacionais.
Depois, cobra eficiência no programa energético, especificamente no biodiesel. Ei, em que planeta vive FHC? Seu governo abandonou os investimentos em hidrelétricas, deixou de lado a bioenergia, focou exclusivamente em termoelétricas que se mostraram incapazes de atender à demanda. Há uma matriz energética complexa, que tem sido enriquecida pelo gás, pelas energias alternativas (que saltaram de 0,5% para 6% da matriz). O biodiesel tem avançado, sim. Por ser experiência pioneira, com agricultura familiar e com produtos ainda em teste, há cabeçadas. Mas existem usinas funcionando perfeitamente, erros identificados e o programa avançando. Mesmo que não avançasse a contento, é uma gota dentro da matriz energética brasileira.
Defende – com razão – a melhoria da qualidade dos serviços públicos. Mas foi incapaz sequer de entender programas básicos de gestão. Não deu continuidade a nenhum programa de gestão nascido no seu governo.
Critica o pré-sal pelo fato de não se discutir a busca de tecnologia adequada. Mas é criticar por criticar. Há o envolvimento da Petrobras com dezenas de instituições de pesquisas, avançando em todas as áreas, da prospecção em águas profundas a novos materiais.
O curioso é tentar recuperar o ideario inicial do PSDB, de uma visão não ideológica do Estado e das estatais. Prezado presidente, esse ideario está morto e enterrado no PSDB. E quem o matou foi o senhor. “Perdemos tempo com uma discussão bizantina sobre o tamanho do Estado ou sobre a superioridade das empresas estatais em relação às empresas privadas, ou vice-versa. Ninguém propõe um “Estado mínimo”, muito menos o PSDB”.
Ora, vá contar isso para esse exército radical e primário da mídia, para quem o PSDB terceirizou o discurso político e econômico. Como guru maior desse grupo, FHC permitiu até à exaustão o discurso emburrecedor de que tudo o que vem do Estado é ruim. Como tornou-se inócuo, atropelado pela crise, agora quer mudar. Não vai recuperar o discurso nem a respeitabilidade intelectual.

Esse é o problema de FHC e de Serra. Os grandes comandantes, os formuladores, os estadistas defendem ideias que consideram corretas e esquecem o modismo do dia-a-dia. Quando as ideias defendidas entram na moda, eles são os vitoriosos. A dupla FHC-Serra conseguiu, ao longo dessa década, destruir o discurso do PSDB, misturá-lo com o neoliberalismo radical do mercado, do DEM. Agora querem um reaggiornamento? Não é sério.
E começa esse artigo insosso com um título que poderia ser chamativo, mas é apelo desanimado: “A hora é agora”.



Do Estadão

A hora é agora



Fernando Henrique Cardoso

Hora de avançar a partir do que conseguimos nestes 25 anos de democracia e de buscar um futuro melhor para todos. As bases para o Brasil preservar seus interesses sem temer o mercado internacional estão dadas. Convém mantê-las. Controle da inflação, pelo sistema de metas, câmbio flutuante, Lei de Responsabilidade Fiscal, autonomia das agências regulatórias são pilares que se podem ajustar às conjunturas, mas não devem ser renegados e não podem estar sujeitos a intervenções político-partidárias e interesses de facção. Há, contudo, desafios: o novo governo terá de cuidar de controlar os gastos correntes e de conter a deterioração do balanço de pagamentos (sem fechar a economia ou inventar mágicas para aumentar artificialmente a competitividade de nossos produtos).
Perdemos tempo com uma discussão bizantina sobre o tamanho do Estado ou sobre a superioridade das empresas estatais em relação às empresas privadas, ou vice-versa. Ninguém propõe um “Estado mínimo”, muito menos o PSDB. Outra coisa é inchar o Estado, com nomeações a granel, e utilizar as empresas públicas para servir a interesses privados ou partidários. A verdadeira ameaça ao desenvolvimento sadio não é privatizar mais, tampouco o PSDB defende isso. Empresas estatais se justificam em áreas para as quais haja desinteresse do capital privado ou necessidade de contrapeso público. Não devem acobertar ganhos políticos escusos nem aumentar o controle partidário sobre a economia. Precisam dispor de sistemas de governança claros e transparentes. A ameaça é continuar a escolher, como o governo atual, quais empresas serão apoiadas com dinheiro do contribuinte (sem que este perceba), criando monopólios, ou quase-monopólios, que concentrarão mais ainda a renda nacional.

Os avanços sociais obtidos pelos últimos governos se deram nos marcos da Constituição de 1988. Incluem-se aí a “universalização” do acesso aos serviços de saúde (via SUS) e à escola fundamental (via Fundef), a cobertura assistencial a idosos e deficientes (via Loas), bem como o maior acesso à terra (via Programa de Reforma Agrária). Além disso, a política continuada de aumento real do salário mínimo a partir de 1994, a extensão de programas sociais a camadas excluídas e a difusão de mecanismos de transferência direta de renda (as bolsas) melhoraram as condições de vida e ampliaram o mercado interno. Tudo isso precisa ser mantido. Caberá ao novo governo reduzir os desperdícios e oferecer serviços de melhor qualidade, mais bem avaliados e com menor clientelismo.

Não se pode elidir uma questão difícil: a expansão dos impostos sustentou os programas sociais. Atingiu-se um limite que, se ultrapassado, prejudicará o crescimento econômico. É ilusão pensar que um país possa crescer indefinidamente puxado pelo gasto público financiado por uma carga tributária cada vez maior e pelo consumo privado. Falta investimento, sobretudo em infraestrutura, e falta poupança doméstica, principalmente pública, para financiá-lo. Maior poupança pública não virá de maior tributação. Ao contrário, é preciso começar a reduzir a carga tributária, sobretudo os impostos que recaem sobre a folha de pagamentos, para gerar mais empregos. Para investir mais, tributar menos e dispor de melhor oferta de serviços sociais não há alternativa senão conter o mau crescimento do gasto. Isso permitirá a redução das taxas de juros e o aumento da poupança pública, como condição para aumentar a taxa de investimento na economia. Sem isso, cedo ou tarde, se recolocarão os impasses no balanço de pagamentos, com a deterioração já perceptível das contas em transações correntes, e na dívida pública, que em termos brutos já ultrapassa 70% do PIB.

Nem só de economia e políticas sociais vive uma nação. Os escândalos de corrupção continuam desde o mensalão do PT. Há responsabilidades pessoais e políticas a serem cobradas e condenadas. Mas há também desvios institucionais: o sistema eleitoral e partidário está visivelmente desmoralizado. Uma reforma nessa área se impõe. Ela se fará mais facilmente no início do próximo governo e se houver um mínimo de convergência entre as grandes correntes políticas. O PSDB deve liderar esse debate na busca de consenso.

O mesmo se diga da segurança pública. Há avanços no plano federal e em vários Estados. A expansão da criminalidade advém do crime organizado e do uso das drogas. O dia a dia das pessoas é de medo. As famílias e as pessoas precisam de nossa coragem para propor modos mais eficientes de enfrentar o tema. A despeito da melhoria do sistema jurisdicional e prisional, estamos longe de oferecer segurança jurídica às empresas e, o que mais conta, às pessoas.

Olhando o futuro, falta estratégia e sobram dúvidas: o que faremos no campo da energia? Onde foi parar o programa do biodiesel? Que faremos com os êxitos que nossos agricultores e técnicos conseguiram com o etanol? Que políticas adotar para torná-lo comercializável globalmente? A discussão sobre as jazidas de petróleo se restringirá à partilha de lucros futuros ou cuidaremos do essencial: a base institucional para lidar com o pré-sal, a busca de tecnologias adequadas e de uma política equilibrada de exploração? E a “revolução educacional”, que, com as honrosas exceções em um ou outro Estado, é apenas objeto de reverência, mas não de ação concreta? Finalmente, que papel desempenharemos no mundo, o de uma subpotência bélica ou de um país portador de uma cultura de convivência entre as diferentes raças e culturas, com tolerância e paz, embora cioso de sua segurança?

Tudo isso e muito mais está à espera de um debate político maduro, que, à falta de ser conduzido por quem devia fazê-lo, por ter responsabilidades de mando nacional, deve ser feito pela sociedade e pelos partidos.




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Serra, sobre a greve dos professores: “Trololó”

Serra, sobre a greve dos professores: “Trololó”


deu no Estadão

por Clarissa Oliveira, Silvia Amorim, Paulo Saldaña e Carolina Stanisci

No mesmo dia em que o governador de São Paulo, José Serra, descreveu as sucessivas manifestações de professores do Estado como um “trololó”, a Justiça negou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) de proibir a segunda assembleia dos docentes, que ocorrerá hoje, na Avenida Paulista, a partir das 14 horas. O MPE entrou com recurso.
Insinuando que os protestos têm objetivo eleitoral, o governador disse que nem sequer há um movimento grevista. “Não tem greve. Só tem marketing para a imprensa noticiar”, declarou Serra, virtual candidato à Presidência da República pelo PSDB, sem disfarçar a irritação com o assunto. Questionado sobre quem estaria por trás do movimento, Serra retrucou: “Vocês sabem. São suficientemente inteligentes e observadores.”
Uma parcela dos professores está em greve desde o dia 8. Segundo o governo, apenas 1% da categoria aderiu à paralisação. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), mais de 60% dos docentes estão parados.

Serra cancelou ontem, de última hora, sua participação em uma inauguração onde professores em greve fariam um protesto. O evento, na capital paulista, que teve a presença do prefeito Gilberto Kassab (DEM), virou palco de bate-boca entre autoridades e manifestantes.

O governador disse que não teve “tempo” de comparecer ao evento. De acordo com os assessores, a presença de Serra não estava sequer confirmada, embora um aviso da Secretaria de Comunicação indicasse o evento como o primeiro compromisso público da agenda do governador.

Com apitos, vaias e faixas, cerca de 30 manifestantes tumultuaram a inauguração do segundo viaduto do Complexo Viário Jaraguá, na zona oeste. Em alguns momentos foi difícil ouvir os discursos das autoridades. Ontem, pela segunda vez consecutiva, professores da rede estadual foram a compromissos públicos de Serra para protestar.

Passeata. Na semana passada, cerca de 12 mil docentes se reuniram no vão livre do Masp e foram em passeata até a Praça da República, prejudicando o trânsito no centro.

Ontem, o MPE tentou proibir o ato agendado para hoje, mas o juiz da 20.ª Vara Cível, Flávio Abramovich, extinguiu o processo porque o pedido não teria sido feito de modo adequado. Na sentença, o juiz diz que a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) devem tomar providências para evitar transtornos à população.

O autor da ação, promotor José Carlos de Freitas, rebateu os argumentos. “A PM e a CET solicitaram que o MP interviesse desta vez e em 2008, pois os professores estão extrapolando o direito de se manifestar.”

A GREVE

Reivindicações

Os professores querem reajuste salarial de 34% para compensar perdas relativas à inflação e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção.

Quem lidera a classe
Apeoesp, Centro do Professorado Paulista (CPP), Sindicato dos Especialistas do Magistério Oficial de SP (Udemo).


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As fotos que o PiG(*) não dá: a greve dos professores do Zé Alagão

As fotos que o PiG(*) não dá: a greve dos professores do Zé Alagão




O Conversa Afiada reproduz fotos enviadas pelo amigo navegante Pablo da greve de professores de São Paulo, na avenida Paulista, nesta sexta feira.
A greve parou a cidade.
Mas a Folha (**) da província de São Paulo, e o Estadão da província de São Paulo trataram do assunto assim, ligeirinho …

Em tempo: cabe lembrar que, quando policiais civis e militares se esbofetearam na frente do Palácio do Governo por aumento de salário, surgiu um slogan muito interessante: “PSDB – Piores Salários Do Brasil.”. Os policiais de São Paulo tem os piores salários do Brasil e as investigações por corrupção aumentaram 72%.



Em tempo 2: na primeira página da Folha (**) da província de São Paulo, a preocupação é com os carros e o engarrafamento e, não, com os professores. No Estadão da província de São Paulo, não há preocupação nenhuma: o assunto não merece a primeira página. É por isso que o Serra se acha o Presidente Eleito: porque ele controla o PiG (*).

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Valor faz o necrológio do PiG (*). Circulação cai. Folha(**) é o PiG (*) que mais cai

O Valor de hoje, na pág 4 do caderno “Eu &”, traz reportagem do sempre competente Matías Molina sobre a queda vertiginosa da circulação do PiG (*).


De 1996 a 2009, a Folha (**) caiu 43% (se o Otavinho não fosse filho do dono já tinha sido demitido).
O Globo, 36% (se os filhos do Roberto Marinho …).
O Estadão caiu 23%.
Não é à toa que os Mesquita tiveram que terceirizar o jornal e preservaram as páginas de “opinião” (e que opinião !).
É uma indústria de sucesso.
Que tem, hoje, como business plan, derrubar o presidente Lula e meter a mão na grana do Erário para se salvar (o Molina jamais diria isso, é claro).
O Molina aponta as causas da feroz decadência.

A situação econômica do país em 2009.
(No terceiro trimestre, a economia começou a bombar e hoje deve crescer à base de 4%, 5% ao ano … PHA)
Os próprios jornais cortaram a circulação para não gastar papel.
Sei o que é isso.
Trabalhei no Jornal do Brasil no tempo do Nascimento Brito e o sonho dele era ter uma circulação apenas suficiente para circular no Country Club – e economizar papel.
Outra causa, diz o Molina, é a clipagem.
O clipping eletrônico substituiu a assinatura.
Tem a ação dos agregadores, como Google e Yahoo (o Molina não citou o Conversa Afiada, que pena !).
E os próprios jornais que, segundo o Molina, cortaram os gastos com promoção de assinaturas e vendas.
Mas, o nosso dileto Molina se esqueceu da principal causa da acelerada decadência do PiG (*).


O PiG(*) não presta, Molina !
Você que é espanhol da gema e lê o El País.
Se você tivesse que ficar trancado numa ilha deserta e pudesse ler um único jornal: você escolheria a Folha(**), o Estadão, o Globo, Molina ?
Molina, você sabe !
O PiG (*) é um lixo.

Paulo Henrique Amorim






(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista






(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


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