"Os Educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes,mesmo que não germinem no tempo certo...Mesmo que pareçam frágeisl frente às intempéries...Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas.O espírito de um meste nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis com desafios a serem vencidos. Aos velhos e jovens professores,aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz.Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com acolheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes"(Gabriel Chalita)

Translate - Tradurre - Übersetzen - Çevirmen - переводчик -

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Poesia sempre faz bem....

"Desejo primeiro que você ame,


E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.



Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.



Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.



Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.



Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,

E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.



Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

Que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.



Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,

Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.



Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro

Erguer triunfante o seu canto matinal

Porque, assim, você se sentirá bem por nada.



Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,

E acompanhe o seu crescimento,

Para que você saiba de quantas

Muitas vidas é feita uma árvore.



Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele

Na sua frente e diga "Isso é meu",

Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.



Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.



Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher,

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar ".



 (Victor Hugo)

Bookmark and Share

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Gabriel Chalita lança coletânea de contos



Nos próximos dias 10 e 11, Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, lança, simultaneamente, os livros Homens de Cinza e Mulheres de Água, obras em formato de conto que desvendam o ser humano e seus sentimentos. Com a presença do ator Ary Fontoura, que fará a leitura de trechos dos livros, Chalita estará em São Paulo e no Rio de Janeiro para autografar as obras que, com narrativas curtas e emocionantes, mergulham nos universos feminino e masculino.

Em Mulheres de Água, as mulheres são as estrelas. Os relatos singelos e verdadeiros revelam os sentimentos femininos e os desvendam com sutileza e perspicácia. A inveja, o ciúme, a paixão, a esperança, a descrença, o desamor estão todos nos contos de Chalita, cuja intenção era falar sobre as mulheres em pleno diálogo com a vida.

Já em Homens de Cinza, o autor mostra as emoções e sentimentos do homem, a partir de observações de seu comportamento. Em todas as situações, sob os mais diversos aspectos, Gabriel Chalita faz um mergulho de maneira ora intimista, ora fugaz, ora contundente. A presença do cinza é permanente na vida de cada um dos personagens: o cinza que embrutece os sentimentos, que desmancha teias, que desfaz a paixão, que carrega para além das emoções rasteiras.

Gabriel Chalita, que é formado em Filosofia e Direito, tem mestrado em Sociologia Política e Direito e doutorado em Comunicação e Semiótica e também em Direito, recentemente tomou posse como membro da Academia Brasileira de Educação, ocupando a cadeira de nº 34, que tem como patrono Olavo Bilac.

Eleito em 2004 Educador do Ano, é membro da União Brasileira dos Escritores e autor de mais de 45 livros. Nas eleições de 2008, foi eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) como vereador de São Paulo, com o maior número de votos da Casa: 102.048.

Lançamentos dos livros Homens de Cinza e Mulheres de Água, de Gabriel Chalita



10/11 - Colégio Visconde de Porto Seguro - Unidade Panamby

Rua Itapaiuna, 1355 - Panamby

São Paulo - SP

11/11 - Livraria da Travessa

Av. das Américas, 4666 - Barra Shopping

Nível Américas - Lj 220

Rio de Janeiro - RJ
Bookmark and Share

Acho que sou um "GÊNIO"...

Estudo diz que mau humor e tristeza afiam inteligência




da Folha Online



Pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada, de acordo com o estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica "Australasian Science", informou nesta terça-feira a rádio ABC.
"A tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória", assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.
"Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente", explica o artigo.
"Nossa pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis", acrescenta.
Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que "não é bom estar sempre de bom humor".
A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.


Bookmark and Share


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um dos novos contos de Gabriel Chalita

Dia de Todos os Mortos – um exercício de Amor

Hoje é o dia do Amor. Do amor que devotamos às pessoas amadas que partiram. A celebração do amor, não pela magia do contato físico, mas pela doce eternidade das lembranças daqueles que perduram vivos dentro de cada um de nós. É de Mia Couto, escritor africano, o aforismo que tão sabiamente traduz esse sentimento : “ Morto amado nunca mais para de morrer”.
Integra a história da humanidade o gesto de adorar, de homenagear, de rezar pelos mortos. Cada cultura revela seus costumes nas diferentes formas de amor à memória de seus mortos. A Igreja Católica dedica um dia do ano para rezar e celebrar a vida eterna de nossos entes queridos. Esse dia, desde o século XIII, é solenizado em 2 de novembro. Dia 1º é dia de Todos os Santos; dia 2, dia de Todos os Mortos.
Talvez o maior medo e maior mistério da vida humana seja o da morte. Justamente pelo mistério que ela encerra. Desde sempre o tema da morte me provoca densa reflexão, num misto de tristeza e alegria. Gostaria de compartilhar esse sentimento com vocês. Um dos contos do meu livro Homens de Cinza, que será lançado no próximo dia 10, perpassa por esse tema.



Antecipo a vocês o conto O riso de Everson:



Everson era coveiro. Tinha medo de defunto. De caixão não tinha. Não achava de bom gosto abrir a urna para despedidas no cemitério. Isso devia ser feito antes. Quando acontecia não olhava. Aprendeu com o pai, também coveiro, que o último que olha fica com a imagem do morto perturbando durante um bom tempo.
Não se incomodava com choradeira nem com desmaio de última hora. Ficava com a pá e o chapéu esperando as despedidas e depois cumpria a função. Achava falta de respeito ficar conversando. Gostava mesmo era de imaginar a vida do partinte. Fazia isso, observando o jeito da família. Quando quem sobrava era a viúva, olhava com curiosidade se estava chorando de obrigação, de alívio ou de tristeza. Quando era o viúvo, reparava na disposição e nas mulheres distantes para perceber alguma intenção.
Tem gente que chora de remorso, tem gente que chora de saudade. Everson percebia a diferença, mas não falava porque não era dado a comentários. Desde cedo aprendeu em casa que o melhor é ficar quieto. Quanto mais se fala, mais bobagem se traz ao mundo.
Tem gosto por matemática. Conta as pessoas e compara com outros enterros. Gente jovem leva mais gente e tem mais dor, a não ser quando o velho é muito querido ou importante. Tem um caderno de anotações em casa com o nome, data e freqüência dos enterros. Em primeiro lugar, em popularidade, está o Padre João. Coisa linda ver a cidade inteira no cemitério. E ele morreu velho, bem velho. O falatório não foi econômico. E não abriram o caixão. O que menos gente levou foi um tal de Antonio do Nascimento. Ninguém. Everson até rezou por ele em consideração. E depois despejou a terra.
Em dias de chuva, partiam mais cedo os que deixavam seus mortos. Em dias de sol, acompanhavam até o final.
Caixão pequeno cortava o coração. Não entendia a falta de oportunidade de fazer coisa certa ou errada na vida. Injustiça. Caixão de virgem, desconfiava. Já viu muito moça freqüentar o lugar dos mortos acompanhada e depois vestir a pose de recatada.
Desaforo era família desleixada que deixava o túmulo sujo. Pouco caso com a casa do morto. Quando dava, limpava os abandonados. Gostava de ler os escritos nos túmulos. Perdia tempo porque lia devagar. Mas gostava.
Em um dia qualquer, quase fechando o portão, conheceu Maria Rita. Lembrou de tê-la visto em algum sepultamento. Buscou na memória e achou o dia da partida do marido. Não reparou muito porque abriram o caixão. Além do que achava desrespeitoso com o defunto qualquer reparação mais saliente.
Maria Rita veio com umas poucas flores colhidas de alguma pracinha e um maço de velas. Limpou e fez jeito de quem faz prece. Muito econômica na opinião de Everson. Nem bem se benzeu e já terminou. Não chorou. Pouca gente chora depois de algum tempo.
Pediu fogo. Everson deu. Distraída queimou o dedo. Riu. Everson também riu. Perguntou a ele se tinha medo. Ele riu e maneou a cabeça. Perguntou o nome. Everson riu e respondeu baixinho. Coçou o rosto, arrumou o cabelo, falou alguma coisa consigo mesma e sem despedir se foi.
No dia seguinte voltou. Veio acompanhando um enterro. Não chorou. Ninguém chorou. Era defunto velho e parece que sacrificava a família. Foram embora e ela ficou. Falou o seu nome e riu. Everson também riu. Perguntou se ele tinha vergonha. Ele riu. Ela deu um beijo de leve no rosto corado. Ele riu. Foi a primeira vez que uma mulher beijou Everson, que ele lembre. A mãe morreu com ele ainda menino. E o pai, homem muito trabalhador não era dado a intimidades com o filho. O pai também já tinha sido enterrado. Pouca gente foi. Os outros dois coveiros fizeram o serviço. Everson não quis que abrissem o caixão. Chorou depois que os outros se foram.
No terceiro dia Maria Rita, sem procissão alguma, voltou. Trouxe só vela e de novo pediu fogo. Everson estava enrolando cigarro de palha. Maria Rita quis experimentar. Tossiu. Everson riu. Falou a vida inteira dela. Everson ouviu. Falou inclusive do falecido e de sua falta de bondade. Falou do quanto ele a agredia. Falou de alívio. Everson quase chorou. Teve vontade de protegê-la mas lembrou-se do pai que sempre dizia que o melhor era esperar.
Ficaram juntos, ela falando e ele ouvindo até o pôr do sol. Ela não reparava nessas coisas , ele sim. Falava com alegria e ele ouvia com disposição. Voltou alguns outros dias. Deu alguns outros beijos. Tudo com muito respeito. E ele ria. Iniciativa não tinha nem para dizer sim nem para dizer não. Mas gostava.
Reparou nos seus olhos depois de um beijo de namorado e pediu a Deus, tirando o chapéu que aqueles seus olhos de gente viva o perturbassem para sempre. Maria Rita falou em casamento. Everson riu.
O tempo passou e Maria Rita nunca mais voltou ao cemitério. Everson vivia os dias esperando. Enrolava o seu cigarro de palha, varria o chão, limpava, jogava terra e escarafunchava os seus sentimentos. Morrido não tinha, senão ele teria visto. Doença? Mudança? Ele pouco descia até a cidade. O que precisava tinha por perto.
Semanas. Meses. Até que em outro sepultamento, lá estava ela. De luto. Chorosa pelo marido morto. Everson não entendeu. Abriram o caixão. Ele olhou o morto. Vestia terno cinza. Teve medo depois. Os olhos estavam lá, cerrados, mas estavam lá. Arrependeu-se. Com o chapéu e a pá esperou as despedidas. Pensou consigo mesmo. Não entendeu. Jogou terra e se foi.
No dia seguinte ela voltou. Trouxe umas flores e um maço de velas. Pediu fogo e falou da rudeza do defunto. Do ano triste de um novo casamento infeliz. Era violento também. Que bom que morreu.
Everson ouviu. Ela deu um beijo de despedida e dessa vez um abraço. Everson riu.
Bookmark and Share


terça-feira, 27 de outubro de 2009

‘Valorização pelo Mérito é lamentável’ diz Gabriel Chalita








Juliana Franco

“A Valorização pelo Mérito é lamentável”. Essa é a opinião do ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo e atual vereador da Capital, Gabriel Chalita (PSB) sobre o programa de incentivo por mérito para professores, lançado pelo governo do Estado. A proposta foi aprovada no dia 21, pela Assembléia Legislativa e prevê reajuste de 25% para docentes da rede estadual de São Paulo que tiverem melhor desempenho em avaliação, aplicada anualmente. A mudança salarial ou promoção também será determinada pela análise da vida funcional do profissional, que avaliará a assiduidade e o tempo de permanência na escola.



“O ponto central de uma avaliação deve ser o aluno. A iniciativa vai estimatizar o professor. Se o docente precisa ser avaliado para receber aumento, por que não avaliar os engenheiros, os médicos ou os políticos do Estado para receber aumento?”, questiona. “Não sou contra formar professor ou avaliar, muito pelo contrário. Acho que o processo avaliativo sempre é bom, mas o ponto central deve ser o aluno. Não acho que o professor que tirar dez na prova é o que tem melhor desempenho dentro da sala de aula. Esses critérios são obsoletos em termos educacionais, mas são mostrados como inovação”, acrescenta.



Segundo Chalita, a realidade brasileira é complexa e a heterogeneidade dentro da sala de aula é gritante. “O professor não tem que decorar teorias pedagógicas. Tem que saber dar aula e se relacionar com seus alunos”, afirma.


Bookmark and Share

domingo, 25 de outubro de 2009

Proteína freia avanço de esclerose lateral em ratos





da France Presse, em Washington



Uma enzima parecida com a utilizada para tratar de septicemias graves (infecções causadas por microrganismos) desacelerou o avanço do mal de Charcot (esclerose lateral amiotrófica, doença da qual sofre o famoso físico britânico Stephen Hawking) em ratos portadores.

Esta enzima, denominada proteína C ativada ou drotrecogina, permitiu diminuir o ritmo da morte das células nervosas em ratos nos quais havia sido inoculado o equivalente a uma forma particularmente agressiva do mal de Charcot --o que permitiu prolongar sua vida em aproximadamente 25%, afirmam os autores da pesquisa publicada no "Journal of Clinical Investigation".

Enzima desacelerou avanço do mal de Charcot (esclerose lateral amiotrófica) em ratos; físico Stephen Hawking é portador da doença

A drotrecogina também prolongou o tempo durante o qual estes animais se mostraram capazes de funcionar normalmente apesar do fato de demonstrarem sintomas desta doença incurável e fatal.

Esta substância também desacelerou o ritmo da perda de massa muscular, que afeta as pessoas com esclerose lateral amiotrófica.

Apesar de os pesquisadores afirmarem que devem ser realizados estudos adicionais antes de testar esta enzima em humanos que sofram desse mal, se declararam estimulados pelo fato de que uma substância muito parecida já é utilizada sem problemas no homem para tratar a septicemia.

Eles esperam poder realizar testes clínicos nos próximos cinco anos.


Bookmark and Share

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Chalita no umbigo do furacão

Acordo nesta sexta sabendo das notícias políticas de ontem. O PSDB pretende ”caçar” o mandato do Chalita. Dizem que foram eles quem deram o mandato a ele. Será? E os milhares de eleitores que fizeram dele o vereador mais votado da história de São Paulo? Tudo isso porque mudou de partido por não concordar com a política educacional de José Serra. Depois de uma quinta-feira de debates tão importantes é impressionante ver o Chalita ao vivo no programa do Pe. Fábio, sem fazer sequer uma referência ao fato. Mas eu faço. Debate é sempre saudável. Parece que as forças políticas que determinarão a eleição presidencial do ano que vem já estão em forte interação. E Chalita está no umbigo do furacão. O santo que celebramos hoje foi governador e juiz antes de se tornar sacerdote. Chalita tem chance. Pode ser governador e depois… quem sabe padre! Brincadeiras sérias à parte… o PSDB perdeu uma chance de ficar calado. O PT não precisa defender Chalita. Ele tem voz e vez. Tem personalidade serena e forte. Não se iluda com o sorriso leve e permanente. As portas se abrem e o mundo se inclina diante de um homem que pensa. E aí está um deles!

Pe.Joãozinho

Bookmark and Share

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Desrespeito aos professores!

Desrespeito aos professores!




Sempre defendi a tese de que o professor precisa ser valorizado em três pontos: na cabeça, no coração e no bolso. O projeto de aumento salarial do Governo Serra conseguiu a façanha de, numa só tacada, destruir o professor nesses três pontos. Ao justificar que o professor que sabe mais, ensina melhor, demonstra total desconhecimento dos desafios que o professor enfrenta em sala de aula. Qualquer um sabe que, além de conhecimento do conteúdo, o sucesso da aprendizagem está na capacitação desse profissional para atuar em sala de aula, no enfrentamento diário da heterogeneidade dos alunos, na construção e reconstrução da história de cada um, histórias muitas vezes marcadas pela violência, pelo desamor, pela ausência de referenciais. É imprescindível a formação humanista, voltada ao desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais que promovam a inserção dos alunos na sociedade. Tudo isso aliado à habilidade cognitiva, que sozinha não satisfaz.





Outra incoerência está na fala no Gov. Serra que afirma que TODOS precisam ter incentivos na vida para trabalhar bem. No entanto, seu projeto prevê o incentivo a, no máximo, 20% dos professores, vinculado – ainda – à aprovação dos professores e disponibilidade de orçamento. O que significa que esses 20% podem minguar. E os outros 80% e os aposentados, claramente excluídos do reajuste salarial? Certamente, estarão fadados à baixa auto-estima, ao desestímulo, à desesperança. Faz-me lembrar dos tempos em que a escola chamava, à frente de todos, os alunos com notas mais altas para serem aplaudidos e os de notas mais baixas para serem vaiados. Uma pérola de nossa prática pedagógica!





Tenho tranquilidade em tratar desse assunto porque, ao longo de minha gestão, consegui dar aos professores PEB I , por exemplo, um aumento de 42,95%, embora tenha certeza de que eles mereciam mais. No entanto, foi o máximo possível para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado. Já o governo Serra conseguiu a proeza de oferecer um aumento de 4,7% a esses mesmos educadores, desde que assumiu o governo.





As entidades representativas do professorado paulista estão revoltadas com a truculência do governo que, por meio de interlocutores, chegou a impedir, num primeiro momento, a entrada de professores nas galerias da Assembléia Legislativa. Notícias dão conta de que a tropa de choque foi chamada para revistar os professores para ingressarem no plenário, proibindo a entrada inclusive de seus lanches, sob o argumento de que poderiam ser atirados nos deputados. Uma afronta àqueles que incansavelmente dignificam a educação!



É o jeito Serra de respeitar os professores. . .


Gabriel Chalita


Bookmark and Share

TRISTEZA : Professores assassinados em Porto Seguro


Bookmark and Share

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PSDB quer ROUBAR meu voto! Votei em GABRIEL CHALITA e não no partido!

PSDB entra na Justiça para reaver mandato de Chalita




Seguindo o script anunciado no início de outubro, o PSDB ingressou, anteontem, com pedido no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para tentar reaver o mandato do vereador Gabriel Chalita, que ingressou em setembro no PSB com o plano de concorrer ao Senado em 2010.

A ação ajuizada se baseia em determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2007, reconhecendo que o mandato político é do partido pelo qual o candidato foi eleito, e não do ocupante do cargo.

De acordo com lideranças da sigla, foram convocados para testemunhar em defesa do partido o secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, o presidente municipal do PSDB em São Paulo, José Henrique Reis Lobo, e o presidente estadual do partido, Mendes Thame.
Os três foram arrolados por terem sido alvo das críticas feitas por Chalita quando saiu do PSDB. Antes de ingressar no PSB, o vereador atacou a gestão do governador José Serra na área da Educação: "A atual administração passa a imagem de que os professores são vagabundos."

Os tucanos, que até então evitavam falar sobre o episódio, saíram em defesa da sigla. Paulo Renato, por exemplo, afirmou que a saída do vereador soava como oportunismo político. Reis Lobo justificou: "A maneira como ele deixou o partido e as críticas que fez a Serra levaram a sigla a requerer a vaga."

Assessores de Chalita já afirmaram que preparam um pedido de justa causa para justificar a saída do PSDB. O pessebista irá alegar que trocou de legenda por ter sido perseguido por lideranças tucanas, que refutaram alguns de seus programas para a área de Educação durante seu primeiro ano como vereador na legislatura atual.

Outro argumento que deve ser usado é que o PSDB mudou suas bandeiras ideológicas, contrariando posições históricas defendidas por líderes como Franco Montoro e Mário Covas.

Além da ação ajuizada nesta semana, a previsão é de que uma nova ação seja impetrada no TRE-SP para tentar reaver o mandato de Chalita. O pedido será movido em nome de Aníbal de Freitas Filho, primeiro suplente do PSDB no Legislativo municipal


Bookmark and Share

Mais uma farsa do governo de SP

da Folha de S.Paulo

A Assembleia Legislativa aprovou na madrugada de hoje, com 48 votos favoráveis a 21 contrários, projeto do governo de São Paulo que prevê reajuste salarial de 25% aos professores da rede estadual mais bem avaliados em uma prova de conhecimentos.

SP divulga desempenho para pagamento de professores

Professores rejeitam projeto de remuneração por resultados

A proposta cria cinco faixas salariais. A cada avanço, o docente terá aumento de 25%. Por ano, até 20% dos docentes em cada patamar terão o reajuste. O número dependerá da disponibilidade orçamentária.

Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).

O governador José Serra (PSDB), que ainda precisa sancionar a lei, defende que o projeto cria um estímulo aos professores da rede, além de atrair jovens mais bem preparados para o magistério. A qualidade na educação é um dos principais problemas do governo.

Já a oposição afirma que os aumentos previstos beneficiarão poucos professores, o que desestimulará os demais.

Para pleitear o benefício, o professor precisa ficar ao menos três anos em cada patamar. Quem não estiver entre os mais bem avaliados e não receber o aumento seguirá na política regular de reajuste na rede.

Segundo os cálculos do governo, um professor com curso superior poderá chegar a um salário final de R$ 6.270 (242% acima do piso), se conseguir atingir a quinta faixa. Se não conseguir as boas colocações nos exames, chegará a R$ 3.181 (73% acima do valor inicial).


Bookmark and Share

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Antidepressivo ajuda a recuperar lesão de medula, mostra estudo



CLÁUDIA COLLUCCI

da Folha de S.Paulo



Um antidepressivo comum associado a um programa intensivo de treinamento em esteira pode ajudar pessoas com lesões parciais da medula espinhal a andar mais rapidamente e com mais desenvoltura, revela uma pesquisa inédita apresentada anteontem em congresso de neurociência que acontece em Chicago (EUA).

Os antidepressivos são usados para tratar dor crônica de lesionados na medula, mas é a primeira vez que um estudo com humanos mostra benefícios na recuperação motora.
Segundo os autores, o uso de um antidepressivo inibidor da recaptação de serotonina ajudou a fortalecer as conexões nervosas remanescentes da coluna, dando aos pacientes mais capacidade de controlar os músculos das pernas.

"A droga por si só não é milagrosa. Você precisa é da droga mais o treinamento", explica o médico George Hornby, professor do Instituto de Reabilitação de Chicago e um dos autores do estudo.

Segundo Hornby, foram testados os efeitos do antidepressivo em 50 pessoas que tinham capacidade parcial para mover-se, um ano após terem sofrido uma lesão da medula espinhal.

Durante oito semanas, os pacientes participaram de um treinamento em uma esteira motorizada, assistido por um robô ou por um fisioterapeuta. Eles tiveram o apoio de um suporte para não cair.

Cinco horas antes do treino, metade do grupo recebeu 10 mg de antidepressivo e a outra metade, placebo. Ambos os grupos melhoraram, mas aqueles que tomaram o remédio foram capazes de andar muito mais rápido, de acordo com Hornby.

Ele diz que a droga aumentou os espasmos musculares nos pacientes e que esses reflexos podem ser treinados. "Os pacientes que têm uma lesão da medula espinhal podem invocar esses reflexos para andar."
Os voluntários só tomaram o antidepressivo no dia do treinamento, mas os benefícios permaneceram mesmo depois que os efeitos da droga haviam passado, afirma o pesquisador.

Qualidade de vida
Segundo o médico Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho, titular de ortopedia da USP e especialista em lesão medular, os resultados da pesquisa são "muito positivos", mas são necessários estudos maiores para que o tratamento seja incluído na prática clínica. "Está bem longe da cura, mas pode melhorar a qualidade de vida desses pacientes", diz ele.
Barros Filho explica que as pesquisas em animais já haviam demonstrado que o antidepressivo pode melhorar o tratamento de lesionados da medula porque facilitam a transmissão dos impulsos nervosos na coluna. "É uma peça a mais nesse gigantesco quebra-cabeça [que é a medula]."

De acordo com o neurologista Jaderson da Costa, coordenador do projeto e diretor do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, o antidepressivo age aumentando a disponibilidade de serotonina em pacientes que ainda têm um substrato neural na medula (lesão parcial) e isso pode ajudar na recuperação motora.
Ele lembra que esse tipo de droga também pode melhorar a disponibilidade afetiva, o que faz com que os pacientes se engajem em um programa de treinamento com mais facilidade. "O cérebro ajuda o cérebro."

O médico Cícero Vaz, fisiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, avalia que mais estudos serão necessários para comprovar se o benefício apontado pelo estudo é neurofisiológico (pela ação da serotonina nos impulsos nervosos) ou emocional. "Esse tipo de paciente tende à depressão. Será que, ao melhorar, não há mais aderência ao tratamento?"


Bookmark and Share

sábado, 17 de outubro de 2009

A literatura perpassa a pequenez humana...

A literatura perpassa a pequenez humana...


Por Gabriel Chalita

Para o final de mais uma semana, um pouco de literatura e um convite à reflexão. A literatura é a história dos sentimentos. Ler é sempre muito prazeroso, desafiador, instigante e revelador. Muitas das angústias dos homens permanecem, ao longo dos tempos, independente do progresso que a inteligência humana é capaz de realizar. Relendo o mais célebre e notável poema em língua portuguesa, Os Lusíadas, de Camões , logo no Primeiro Canto, fui desafiado a uma reflexão: a pequenez humana diante das infindáveis buscas que este mesmo homem empreende.









“No mar tanta tormenta e tanto dano

Tantas vezes a morte apercebida

Na terra tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade aborrecida

Onde pode acolher-se um fraco humano

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme e se indigne o céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?”





O desvendar da natureza humana povoou a mente dos filósofos, dando origem a diversas teorias. Mas, ainda no Século XXI, essa questão inquieta o ser humano, que parece, muitas vezes, mais se distanciar da essência da resposta do que caminhar em sua direção.





Intrigante a atualidade da constatação do poeta português do século XVI em intertextualidade com Drummond, cujo poema a seguir traça o mesmo cenário da trajetória humana, em sua “dificílima e dangerosíssima viagem de si a si mesmo” e a pequenez humana:







O homem, bicho da Terra tão pequeno

chateia-se na Terra

lugar de muita miséria e pouca diversão,

faz um foguete, uma cápsula, um módulo

toca para a Lua

desce cauteloso na Lua

pisa na Lua

planta bandeirola na Lua

experimenta a Lua

coloniza a Lua

civiliza a Lua

humaniza a Lua



Lua humanizada: tão igual à Terra.

O homem chateia-se na Lua.



Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.

Elas obedecem, o homem desce em Marte

pisa em Marte

experimenta

coloniza

civiliza

humaniza Marte com engenho e arte.



Marte humanizado, que lugar quadrado.

Vamos a outra parte?



Claro – diz o engenho

sofisticado e dócil.

Vamos a Vênus.

O homem põe o pé em Vênus,

vê o visto – é isto?

idem

idem

idem.



O homem funde a cuca se não for a Júpiter

proclamar justiça junto com injustiça

repetir a fossa

repetir o inquieto

repetitório.



Outros planetas restam para outras colônias.

O espaço todo vira Terra-a-terra.

O homem chega ao Sol ou dá uma volta

só para tever?

Não-vê que ele inventa

roupa insiderável de viver no Sol.

Põe o pé e:

mas que chato é o Sol, falso touro

espanhol domado.



Restam outros sistemas fora

do solar a col-

onizar.

Ao acabarem todos

só resta ao homem

(estará equipado?)

a dificílima dangerosíssima viagem

de si a si mesmo:

pôr o pé no chão

do seu coração

experimentar

colonizar

civilizar

humanizar

o homem

descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

a perene, insuspeitada alegria

de con-viver. ( Carlos Drummond de Andrade)
Bookmark and Share

Estudos ligam boa educação a maior salário de professores



da Folha de S.Paulo



Um estudo divulgado neste ano comparando os sistemas cubano, brasileiro e chileno ("A Vantagem Acadêmica de Cuba", de Martin Carnoy), aponta que uma das razões para o sucesso cubano é que seus professores recebem, em média, o mesmo rendimento de outros profissionais, o que faz com que a carreira fique atrativa para os melhores estudantes.



Um estudo divulgado em 2007 pela consultoria McKinsey chegou a uma conclusão parecida ao identificar como uma das características comuns em países bem avaliados no Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) o fato de a carreira ser atrativa aos melhores profissionais que se formam no ensino médio.



Apesar dessas evidências, há controvérsias entre especialistas a respeito do impacto do rendimento do professor no desempenho dos alunos, já que estudos correlacionando salários com a nota dos estudantes mostraram que, para a rede pública brasileira, não há impacto estatisticamente significativo.



Para Bernardete Gatti, que coordenou o estudo da Unesco sobre professores, essas análises que só correlacionam salários e notas captam retrato de momento: "O problema é que se um jovem bem preparado não vê boas perspectivas salariais na carreira, irá procurar profissões mais atraentes".


Bookmark and Share

Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco



da Agência Brasil



Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário "preocupante", de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.



Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).



O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria --50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.



O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.



Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.



"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."


Bookmark and Share


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FELIZ DIA DOS PROFESSORES



Por Gabriel Chalita


Desde 1827, quando D.Pedro I decretou, no dia 15 de outubro daquele ano, que toda cidade, vila ou lugarejo deveria ter uma escola de ensino elementar, Escolas de Primeiras Letras, determinou-se a essência e razão desta comemoração : o Dia do Professor. Um dia em que as escolas devem parar para comemorar e exaltar, com dignidade e alegria, a função do mestre, o semeador da esperança. Semeadores, assim defino os professores. Semeadores que se dedicam a fomentar a vida, a esperança. Semeiam porque acreditam no futuro pródigo das sementes que regam , todos os dias, incansavelmente. Sementes que brotam, dando frutos e flores, porque a terra é cuidadosamente preparada. Com afeto, dedicação e sabedoria. O futuro plantado em cada aprendiz, a boa semeadura, revela a boniteza do ofício de professor. A boniteza de ser professor, como professava o mestre maior, Paulo Freire:



“Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por esse saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar.”





Eu também sou professor. Sou professor porque tenho paixão pelo que faço. Sou professor porque respeito e admiro os outros professores. Sou professor porque quando olho os meus alunos não vejo apenas sementes, mas frondosas árvores em flor. Sou professor porque me renovo a cada dia, no contato prazeroso com os alunos, porque busco tocar a alma dos jovens e crianças com os quais convivo. Ser professor é uma grande obra, proclamava Cecília Meireles:





“É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.



E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.”





Que difícil missão a de um professor! E que prazeroso ofício! Como prêmio por sua luta , a certeza de se eternizar em cada um de seus alunos:





“E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.” (Cecília Meireles)



Reverencio a todos vocês, Semeadores da Esperança!


Bookmark and Share

terça-feira, 13 de outubro de 2009

APRENDI E DECIDI

Walt Disney



E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde; agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar alguém de "AMIGO".

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida ”

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...

Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente pra fazer-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar... agora simplesmente durmo para sonhar.


Bookmark and Share

A ARTE DE SER FELIZ

Cecília Meireles



Houve um tempo em que minha janela se abria

Sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.

Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era época de estiagem, de terra esfarelada,

E o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,

E, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não

Morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caiam de seus

Dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Ás vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

Ás vezes, um galo canta.

Ás vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

Que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,

Outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,

Finalmente, que é preciso aprender olhar, para poder vê-las assim.


Bookmark and Share

Serra injeta política em missa ‘dedicada’ à padroeira

Não há quem desconheça a passagem bíblica em que Jesus, em rara erupção de fúria, põe para correr os vendilhões do templo.
Está no Novo Testamento. Tome-se o relato do apóstolo Mateus (capítulo 21, versículos 12 e 13).
Ele conta que Jesus ''expulsou todos os que vendiam e compravam no templo...”
“E derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas''. Em seguida, Jesus vociferou:
''Está escrito: a minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores''.
Se tornasse hoje à Terra, Jesus não precisaria ser levado à cruz. Morreria antes, de desgosto.
Tombaria ao notar o modo como o templo vem sendo varejado pelos vendilhões da política.

Nesta segunda (12), por exemplo, o governador José Serra (PSDB) foi à Basílica de Aparecida do Norte (SP).

O presidenciável tucano participou da missa em comemoração ao dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Celebrou-a o arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Magela Agnelo. Presentes algo em torno de 40 mil fiéis.

A alturas tantas, Dom Geraldo apresentou Serra aos devotos. Cedeu o microfone ao governador.
"O Brasil precisa de governantes que sejam íntegros, que sirvam ao povo, em vez de se servirem do povo”, Serra discursou.
Governantes “que tenham como preocupação central abrir oportunidades a nossas famílias...”
“...Oportunidades de trabalho, de cultura, em um ambiente de espiritualidade fraterna [...]”.
Em abril do ano passado, Dom Geraldo dera declarações que levantaram a suspeita de que esconde sob a batina uma plumagem tucana.
Fervilhava nas manchetes o caso dossiê em que a Casa Civil, sob Dilma Rousseff, detalhara gastos sigilosos da presidência de FHC.
Questionado a respeito, o acerbepisto de Salvador soara inclemente: "Se for verdade, a gente fica perplexo...”
“...Não está comprovado, mas Deus queira que não haja tanta maldade assim no mundo..."
“...Tudo serve na época de eleições para os interesses que estão em jogo, sobretudo a mentira e a fraude..."
"...Tudo isso serve para alguém que queira se eleger a qualquer custo, não tem escrúpulos e não tem fundamentos éticos".
Ao permitir que Serra injetasse política no templo de Nossa Senhora, o prelado demonstrou que, de fato, “tudo serve na época de eleições”.
A assessoria de Serra apressou-se em levar ao portal do governo de São Paulo a “notícia” de que o governador dera as caras em Aparecida.
“Serra saudou os peregrinos de todo o Brasil, que participaram das celebrações no Santuário”, informou o texto.
Em entrevista, o governador declarou-se “devoto” de Nossa Senhora. Algo até então insuspeitado.
No sábado (10), Dilma Rousseff, a rival petista de Serra, estivera na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA).
No domingo (11), a ex-materialista Dilma, agora uma dedicada beata, desfilara sua candidatura na procissão do Círio de Nazaré, em Belém (PA).
Mantido esse ritmo, até o dia da eleição mesmo o mais jucundo dos incréus vai acabar acreditando em Deus. Ficou difícil acreditar em qualquer outra coisa.


Bookmark and Share

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fuvest descarta uso da nota do Enem no vestibular 2010


 
A USP (Universidade de São Paulo) divulgou nota nesta quarta-feira (7) informando que a Fuvest não vai utilizar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 no vestibular.
 
A data do Enem foi alterada para os dias 5 e 6 de dezembro, após vazamento do conteúdo da prova prevista para 3 e 4 de outubro. Segundo a Fuvest, o novo calendário inviabiliza, "lamentavelmente", a utilização das notas no processo seletivo, "por razões operacionais".

Com isso, a nota da primeira fase da Fuvest será exatamente o número de pontos que o candidato obtiver na avaliação do dia 22 de novembro. Antes, o Enem 2009 poderia ser utilizado na primeira fase do vestibular, valendo até 20% do total de pontos nessa fase.


Bookmark and Share




terça-feira, 6 de outubro de 2009

NOTA OFICIAL DE GABRIEL CHALITA

Antes tentavam me impor o silêncio. Agora querem também o mandato. Pelo imperativo ético de respeito a meus eleitores, nesses dez meses de exercício da vereança, jamais deixei de cumprir exemplarmente meus deveres constitucionais. Jamais faltei a uma sessão da Câmara. Jamais negligenciei o trabalho nas comissões. Sempre mantive as portas de meu gabinete abertas aos munícipes.Mesmo tendo sido o vereador mais votado do Brasil, nas eleições municipais do ano passado, não tive voz nem voto em qualquer instância partidária. Essa falta de respeito atinge todos os 102.048 paulistanos que me honraram com seus votos. E é, em respeito a eles, que defenderei meu mandato.Na minha história política, sempre fui coerente com os valores da dignidade humana. A escola de tempo integral, as escolas abertas em finais de semana, a luta pela valorização do magistério paulista, entre outras, sempre foram defendidos na minha gestão como secretário estadual da Educação e na minha plataforma como candidato a vereador. O governador José Serra fechou a metade das escolas em finais de semana e diminuiu as de tempo integral, além de não dar aos professores o devido valor. Não posso concordar com isso. O atual comando do PSDB contraria as posições históricas de Franco Montoro e Mário Covas e se opõe ao próprio programa da Social Democracia.O PSDB acaba de receber vários políticos vindos de outros partidos, entre eles, Rita Camata, Flávio Arns e Geraldo Vinholi. Deveriam eles também perder os seus mandatos?O presidente do partido disse que o que pesou em favor da decisão de ir à Justiça foram as críticas a Serra. Isso é democracia? Minhas críticas não foram pessoais. Por que a retaliação?Confio na Justiça.

Quem deu a ordem para o PSDB tirar o mandato do Chalita?




Suspeita-se que a cabeça de Chalita foi pedida por alguém na foto acima




Por sugestão de um amigo navegante, o Conversa Afiada levanta a seguinte questão: quem foi que determinou que o PSDB deve pedir na Justiça o mandato do vereador Gabriel Chalita, que trocou o PSDB pelo PSB?

Para entender melhor o assunto, o amigo navegante sugere também a leitura da notícia, escondida na página A7 da Folha (*):


PSDB decide pedir à Justiça mandato de Gabriel Chalita

CATIA SEABRA da Folha de S.Paulo

A Executiva do PSDB de São Paulo decidiu na noite de ontem, por unanimidade, requerer o mandato do vereador Gabriel Chalita à Justiça Eleitoral. Recém-filiado ao PSB, Chalita fez ataques ao governador José Serra para justificar sua saída do partido.
Apesar de afirmar que entrará na Justiça com base no argumento jurídico de que o mandato pertence ao PSDB, o presidente municipal do partido, José Henrique Lobo, admitiu que as declarações do vereador pesaram. “Ele deixou o partido de maneira deselegante e descortês e investiu pesadamente contra Serra.”

Leia a íntegra da notícia na Folha Online.

Leia também:
Serra tenha caráter: diga que é candidato


Paulo Henrique Amorim

Em nota, Chalita diz que defenderá mandato na Câmara de Vereadores



Em nota divulgada nesta terça-feira (6), o vereador de São Paulo Gabriel Chalita, que trocou o PSDB pelo PSB, disse que defenderá seu mandato. A nota foi uma resposta à decisão do PSDB de ir à Justiça para pedir a cadeira do vereador na Câmara.

"O PSDB acaba de receber vários políticos vindos de outros partidos, entre eles, Rita Camata, Flávio Arns e Geraldo Vinholi. Deveriam eles também perder os seus mandatos?", questionou o vereador.

A assessoria de imprensa do PSDB disse que os motivos para pedir o mandato de Chalita são técnicos e não políticos. "O pedido deverá ser apresentado em juizo nos próximos dias e será fundamentado em razões exclusivamente de natureza jurídica."

Na nota, Chalita afirma que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), "fechou a metade das escolas em finais de semana e diminuiu as de tempo integral, além de não dar aos professores o devido valor" e que não poderia "concordar com isso". O vereador diz que está sendo vítima de retaliação por ter feito críticas ao governador. O G1 procurou a assessoria de Serra e aguarda resposta.

Nota
Veja a íntegra da nota divulgada por Chalita:"Antes tentavam me impor o silêncio. Agora querem também o mandato. Pelo imperativo ético de respeito a meus eleitores, nesses dez meses de exercício da vereança, jamais deixei de cumprir exemplarmente meus deveres constitucionais. Jamais faltei a uma sessão da Câmara. Jamais negligenciei o trabalho nas comissões. Sempre mantive as portas de meu gabinete abertas aos munícipes. Mesmo tendo sido o vereador mais votado do Brasil, nas eleições municipais do ano passado, não tive voz nem voto em qualquer instância partidária. Essa falta de respeito atinge todos os 102.048 paulistanos que me honraram com seus votos. E é em respeito a eles, que defenderei meu mandato. Na minha história política, sempre fui coerente com os valores da dignidade humana. A escola de tempo integral, as escolas abertas em finais de semana, a luta pela valorização do magistério paulista, entre outras, sempre foram defendidos na minha gestão como secretário estadual da Educação e na minha plataforma como candidato a vereador. O governador José Serra fechou a metade das escolas em finais de semana e diminuiu as de tempo integral, além de não dar aos professores o devido valor. Não posso concordar com isso. O atual comando do PSDB contraria as posições históricas de Franco Montoro e Mário Covas e se opõe ao próprio programa da Social Democracia. O PSDB acaba de receber vários políticos vindos de outros partidos, entre eles, Rita Camata, Flávio Arns e Geraldo Vinholi. Deveriam eles também perder os seus mandatos? O presidente do partido disse que o que pesou em favor da decisão de ir à Justiça foram as críticas a Serra. Isso é democracia? Minhas críticas não foram pessoais. Por que a retaliação? Confio na Justiça.



São Paulo, 6 de outubro de 2009


Vereador Gabriel Chalita"

PENSAMENTOS