"Os Educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes,mesmo que não germinem no tempo certo...Mesmo que pareçam frágeisl frente às intempéries...Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas.O espírito de um meste nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis com desafios a serem vencidos. Aos velhos e jovens professores,aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz.Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com acolheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes"(Gabriel Chalita)

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sábado, 29 de março de 2008

Me busco em você


Me busco em você...

Porque sem você não sei o que fazer...

Se me encontro quando estou com você...

Longe de você não sinto a vida...

Falta vontade...

Falta amor...

Falta você...

Me busco em você ...

Porque ao seu lado sinto vida...

Me busco em você...

Porque és!

A paz...

A luz da felicidade!!!

A pureza do amor...

Me busco em você!!

Porque o teu sorriso...

Transmite-me paz...

Faz-me ver a luz do amor...

Me busco em você...

Porque és meu amor...

Me busco em você...

Porque te amo...

Me busco em você...

Porque não vivo sem você!

Não deixe que a vida passe


Não deixe que a vida passe, sem quevocê tenha voado em busca dafelicidade, de ter alcançadopor algum instante seu sonho.Um sonho tenha sempre um sonho!"Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés deesperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar, querealmente é forte, e que pode ir muito mais longedepois de pensar que não se pode mais.E que realmente a vida tem valor e que você temvalor diante da vida!



"William Shakespeare *

quinta-feira, 27 de março de 2008

RASTRO DE UM AMOR


Saudade é como o vento...Que bate na alma revelando,As pegadas acobertadas pela dor!Singrando lembranças, de um amor!Tristeza é o orvalho traduzido...Em aceno, a perfídia ilusão...De promessas vazias, esquecidas...Na esperança deste ingrato coração!Prelúdio de sofrimentos.Abrindo trilhas sinuosas...Que persistem na memória.Irradiando sofrimento.Numa fantasia de delírios...Onde a vida perde o seu brilho!
“...por incrível que pareça, os defeitos da alma não incomodam tanto quanto os defeitos físicos. Isto é lamentável. Sinal de imaturidade também, porque muito mais preocupados com uma silhueta perfeita, nós temos que estar preocupados é com o nosso caráter. O caráter é o que faz a diferença na vida. O caráter é o que faz a pessoa permanecer do nosso lado a vida inteira, pq o corpo perde o seu atrativo.”




(Pe. Fábio de Melo)

Lágrima


Tristeza, pânico, obsessão...

Lágrimas deslizando pela a peledescuidada e queimada do sol

Lágrimas que jorram...

Águas límpidas e verdadeiras

Sonhos esquecidos,acabados

Lágrimas sem sonspara não desvendarmos seus mistérios

Lágrima, pura lágrima...

Gosto salgado lembrando o imenso mar

Com a beleza de um pôr do sol refletido nas águas

E a pureza de uma singela flor de maracujá ...

Palavras podem explicar sua pureza,mas ninguém jamais ouviu o som que elas fazemao deslizarem dos olhose caírem pela face

Ninguém jamais irá ouví-las

Apenas sentí-las ...

E por onde escorrerem deixarão suas marcas e seus mistérios...

E ,se acaso um dia,você conseguir escutar o som que elas produzem saberá então que você já não é mais você,e sim uma lágrima!
O silêncio é um momento em que a criatura se cala, mas o espírito fala.Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.Calar diante da injustiça, é fraqueza.Calar quando o outro está falando, é delicadeza.Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.Calar quando deus nos fala no coração, é silêncio.Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria.Calar é ouvir a voz de Deus em seu coração,Ele fala mas nós não ouvimos,é falta de silêncio,um minuto de silêncio éum minuto com DEUS.

Madre Teresa de Calcutá

quinta-feira, 20 de março de 2008

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar... Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui? Respire... Acalme-se... O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

domingo, 16 de março de 2008

Sinais de vida



Existem muitos sinais de morte em nossa sociedade. Basta ligar a televisão, o rádio ou abrir os jornais para perceber o quanto o negativo é valorizado. O pior de tudo isso é que os jornais não refletem a vida que vivemos. Objetiva e positivamente falando, não estamos tão mal assim quanto mostram os grandes meios de comunicação social. Existem, não tenho dúvida nenhuma, muitos sinais de vida em nosso meio, mas parece que não chama atenção o fato de noticiá-los ou exaltá-los.
É preciso perceber e exaltar os sinais de vida. Sem isso, a vida não terá, realmente, muito sentido. Nós estamos vivendo uma era de mudanças significativas no jeito de viver do ser humano. Assistimos aos progressos tecnológicos, ao advento da informática e da telefonia celular e virtual. Com a vida urbana e os seus conflitos, estamos presenciando um processo de isolamento do ser humano cada vez maior. Já não saímos mais para nos encontrar com as pessoas, o telefone abrevia o contato. O divertimento está dentro das casas graças à televisão. E é esta que tem dominado todo o ambiente familiar.Com tudo isso estamos ficando mais pobres. As famílias se desfazem. Os jovens buscam refúgio nas drogas. Por isso, um grande serviço que devemos prestar à humanidade, nesse crucial momento da história, é revelar sinais de vida. Nem tudo é negativo. Precisamos perceber os sinais maravilhosos espalhados por nosso imenso país.Preciso ter a coragem de evidenciar os sinais de vida. Precisamos ajudar a divulgar os grandes eventos e os maravilhosos trabalhos que estão realizados pela Igreja do Brasil. Isto, infelizmente, não passa na televisão. Precisamos inverter este quadro e espalhar pelo país os sinais de vida, louvar a Deus pelos milhares de grupos de oração e de reflexão espalhados pelo país, como a promoção social, recuperação de drogados, alcoólatras, marginalizados e prostituídos, escolas e hospitais.Precisamos divulgar as boas notícias, ter coragem de investir nas coisas de Deus. a cura interior nos ajuda a perceber esses sinais de vida e de amor no mundo. E isto é importante para que também possamos ver esses mesmos sinais em nossa vida.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Lula anuncia investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2012 no ensino superior



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira a ampliação do programa de investimentos no ensino superior. Até 2012 deverão ser aplicados R$ 2,5 bilhões. A idéia do programa é aumentar o número de vagas, melhorar a infra-estrutura das universidades e escolas técnicas, além de contratar 45.560 novos professores e técnicos.

Lula e reitor da UnB participam da mesma cerimônia, no Palácio do Planalto
Denominado Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), o programa pretende elevar o número de 100.541 alunos universitários matriculados, em 2002, para mais de 1 milhão de matrículas, em 2012.
O ministro Fernando Haddad (Educação) ressaltou que o Reuni trará benefícios a médio e longo prazo, para as próximas gerações. "O senhor [presidente Lula] está fazendo não para o seu governo, mas para as futuras gerações", disse Haddad, na cerimônia na qual estava 53 reitores de universidades federais, entre eles Timothy Mulholland, da UnB (Universidade de Brasília).
Segundo Haddad, os sucessores de Lula terão de manter o programa e tentar aperfeiçoá-lo. "Os futuros presidentes vão ter que prestar contas desse pacto. E vão ter, quem sabe, que fazer mais do que o senhor, mas para o seu gáudio, para sua alegria. Porque eu tenho certeza de que o senhor vai comemorar o fato de alguém, que vier depois, poder fazer ainda mais pela educação brasileira do que o senhor está fazendo", disse ele.
O Reuni determina entre as principais metas elevar para 90% a taxa de estudantes que vão conseguir concluir os cursos de graduação e aumentar para 18 o número de alunos [nas universidades] por professor --hoje a relação é de 12 alunos por professor.
Os objetivos incluem também a expansão no ensino noturno, ampliando de 725 cursos para 1.299, em 2012. No total, as vagas devem aumentar dos atuais 38.711 para 79.215, dentro de quatro anos.
Mas o programa vai precisar de apoio no Congresso para ser executado por completo. O ministro Haddad apelou para que os parlamentares aprovem os projetos de lei que autorizam a ampliação de vagas de professores e técnicos em todo país.

Em SP, 71% dos alunos do ensino médio têm dificuldade em subtração

Realizar cálculos envolvendo casas decimais, subtrair números, identificar a localização de um lado de um quadrado e mensurar grandezas e medidas são algumas das deficiências que 71% dos alunos que concluíram o ensino médio em 2007 apresentaram, segundo dados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Estado da Educação.
Em metodologia e escala empregadas para se avaliar o desempenho dos alunos na disciplina de matemática, ficou estabelecido que aqueles alunos que não superaram os 125 pontos não dominam os conteúdos elementares tais como os citados no parágrafo anterior.
Para tentar solucionar o problema, o governo estadual anunciou nesta quinta-feira um programa que inclui reforço escolar e reciclagem para os professores da disciplina. A secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que determinará um estudo para saber quanto dos cerca de R$ 2 bilhões gastos em capacitação de docentes da rede estadual de ensino foram investidos em cursos de matemática.
O resultado das provas feitas pelos alunos recebem pontuações que vão de abaixo do básico (domínio insuficiente do conteúdo), básico (desenvolvimento parcial), adequado (domínio) e avançado (acima do requerido), e variam de acordo com a série em que o aluno está matriculado.
Os dados divulgados hoje servirão como base para que o governo estadual estabeleça prioridades e reformule o ensino na rede de sua responsabilidade, segundo a Secretaria de Estado da Educação.
Cálculos
Numa abordagem mais ampla do problema, outros 25% dos estudantes da 3ª série do ensino médio atendem apenas os critérios básicos, totalizando 96% dos que apresentam problemas com as operações tais como soma, multiplicação e divisão. Outros 4% estão no índice adequado e apenas 1% está avançado. Os dados apresentados hoje revelam piora em relação aos dados do Saeb (Sistema Nacional de Educação e Avaliação Básica) feito em 2005. Eles apontaram que 94% se encontravam em situação de abaixo do básico e básico, e 6% estavam em nível adequado.
A dificuldade com os números não é exclusividade de adolescentes que concluíram a 3ª série do ensino médio, segundo dados do Saresp.
O problema ocorre desde cedo. Na 4ª série do ensino fundamental, 81% apresentam problemas e 17% atendem ao que é considerado adequado. Na 6ª série são 78% com deficiências graves no ensino da disciplina e 22% atendem os critérios ideias.
A situação caótica persiste e chega até ao último ano antes de o aluno ingressar no ensino médio, na 8ª série do ensino fundamental, estágio que apresenta situação parecida com o da 3ª série do ensino médio. São 95% com deficiências, sendo 50% abaixo do básico e outros 45% apenas com o básico, e somente 5% atendendo aos índices de adequado. Só 5% dessa parcela, por exemplo, consegue determinar a área de um terreno em formato retangular ou resolver equações de segundo grau.
Reforço
A situação crítica do desempenho dos alunos em matemática levou a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, a realizar um estudo a respeito de quanto foi gasto com capacitação de professores que lecionam matemática.
Segundo ela, foram investidos R$ 2 bilhões em formação e capacitação de professores. "Essa conta [quanto foi gasto em capacitação em matemática[ eu vou precisar fazer imediatamente. Independente do volume de recursos investidos os resultados mostram que temos de mudar a rota", afirmou.

Saresp aponta deficiência em matemática; veja desempenho de escolas

Realizar cálculos e mensurar grandezas e medidas são algumas das deficiências apresentadas por estudantes da rede estadual de São Paulo, segundo dados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) divulgados quinta-feira (13).
Para contornar essa situação, o governo estadual prepara diversas ações, entre elas aulas de reforço, compilação de novo material didático e, no caso das cem escolas que apresentaram os piores desempenhos, haverá um "programa de emergência", de acordo com a secretária Estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Apesar do desempenho ainda ruim em matemática, a avaliação mostrou que houve evolução em português. As provas foram aplicadas no final de novembro do ano passado. Participaram 1.585.077 alunos de 5.207 escolas públicas estaduais espalhadas em todo o Estado.

PF faz operação em 14 Estados contra diplomas falsos e prende um em MT

Policiais federais realizam nesta sexta-feira uma operação em 14 Estados para combater a venda de diplomas falsos de ensino superior. De acordo com balanço parcial da Polícia Federal, um suspeito de envolvimento no esquema foi preso por volta das 7h. Para os trabalhos, a Justiça expediu 34 mandados de busca e de apreensão.
O suspeito, Tiago Francisco Vieira, 22, foi preso em casa, em Tangará da Serra (MT), e levado para depoimento em Cuiabá.
As investigações que levaram à chamada Operação Cola, apontam que entre os diplomas vendidos estão de medicina, fisioterapia, direito, enfermagem e engenharia. Cada documento custava, em média, R$ 1.800.
A polícia afirma que os clientes solicitavam a confecção do diploma por meio de um fórum de discussões na internet. Os diplomas eram fabricados em Tangará da Serra (MT) e enviados por Sedex, para todo o país.
Além de Mato Grosso, os policiais cumprem os mandados de busca em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão, Acre, Pará, Bahia, São Paulo, Rio, Minas e Paraná.

Promotoria suspeita de convênios entre universidade e fundação em Pernambuco

RENATA BAPTISTA da Agência Folha, em Recife

O MP-PE (Ministério Público do Estado de Pernambuco) instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na Fadurpe (Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional) e na execução de convênios com a UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), a quem a fundação é vinculada.
A abertura do inquérito levou em consideração a rejeição das contas da fundação relativas ao ano de 2006 pelo MP-PE, após auditoria técnica realizada pelo órgão.
Entre as supostas irregularidades, foram apontadas a doação de recursos a empresas privadas e a pessoas físicas e a subcontratação de empresas para a execução dos serviços.
No total, a auditoria constatou R$ 149.574,75 em doações. Até mesmo outra fundação, a Fade (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE), que também está sendo investigada pelo MP-PE, está relacionada no parecer. A Fade recebeu doação no valor de R$ 1.000 da Fadurpe no dia 15 de junho de 2006.
De acordo com o promotor da 9ª Promotoria de Defesa da Cidadania da Capital, Ulisses de Araújo e Sá Junior, o inquérito também vai apurar a contratação da fundação para atos administrativos de competência da própria universidade.
O promotor requereu ainda às secretarias de Finanças de Recife e Olinda, à Contadoria Geral do Estado e ao Lafepe (Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco) informações a respeito de pagamentos recebidos pela Fadurpe nos últimos anos.
A Fadurpe informou, por meio da assessoria de imprensa, que "está reunindo toda a documentação necessária para a comprovação legal de todos os aspectos e questionamentos levantados".
Na próxima terça-feira, o secretário-executivo da fundação, Antônio Faustino, participará de audiência com Sá Junior. De acordo com a Fadurpe, na ocasião serão fornecidos "documentos comprobatórios das condições legais da entidade".
A UFRPE informou que por enquanto não vai se pronunciar sobre o assunto.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sair debaixo da mesa... Pe. Fábio de Melo


“Caríssimos, amemos-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados. Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito. Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito. E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Nisto é perfeito em nós o amor:”( I João 4, 7-17)Deus só pode alguma coisa em nós quando somos capazes de olhar as situações com amor. Na sua infância, você já quebrou alguma coisa de sua mãe e ficou com medo de que ela descobrisse, e se enfiou debaixo da mesa para poder se esconder? Comigo isso sempre acontecia. Quantas vezes nos escondemos das situações debaixo da mesa. O medo é tão maior do que o que pode acontecer conosco que preferimos nos esconder. Mas vai chegar um momento em que teremos de enfrentar as dificuldades, as nossas fraquezas, os nossos erros.
'Deus não olha multidão, Deus olha para você', afirma Pe. Fábio
Foto: Wesley AlmeidaLembro-me de minha mãe diante do presépio que ela havia ganhado de minha avó, aquilo era de muito valor para ela, pois foi minha avó que lhe tinha dado. Quando o presépio estava pronto, nunca podia tocar nele. Mas quando eu estava maiorzinho, minha mãe permitiu que eu pegasse o Menino Jesus. Um dia, na ausência dela eu me achei cheio de autoridade para carregar o Menino Jesus e saí para mostrar ao meu vizinho. No meio do caminho comecei a correr e o deixei cair e, na ânsia e na pressa, peguei-o do chão e continuei a minha empreitada para chegar à casa do meu vizinho. E quando o mostrei a ele, disse-me que era bonito, mas estava sem a cabeça. Desesperado, voltei ao lugar onde ele tinha caído e procurei pela cabeça, sendo ajudado pela minha prima, a colamos e o coloquei no presépio. Quando minha mãe chegou em casa, ao olhar para mim, percebeu algo estranho e perguntou o que havia acontecido. Logo abracei as pernas dela e comecei a chorar e disse que havia quebrado o Menino Jesus. Ela, olhando para mim, levantou-me e deu um sorriso dizendo que não tinha problema. Percebi, naquele momento, o verdadeiro valor da misericórdia, o qual nenhum livro de teologia me ensinou; aprendi ali, na simplicidade de minha mãe. Na vida somos engaiolados com os nossos medos, nossas inseguranças. Outro dia estive com minha amiga, que teve sua irmã seqüestrada por 20 dias. Imagine durante 20 dias uma pessoa sendo tratada como um nada, no escuro? Ali ela devia imaginar: “Será que eles vão pagar o meu resgate? Será que tenho este valor”?
'Na vida somos engaiolados com nossos medos'
Foto: Wesley AlmeidaA vida humana gira em torno do valor, a fonte de todos os desejos do ser humano é o desejo de ser desejado sempre.O tempo todo passamos da experiência de sair da multidão e ser reconhecidos como único. Ninguém deseja ser visto como uma multidão, mas individualmente. No momento do seqüestro isso vem à tona: "Será que valho o que está sendo cobrado?" Os maus-tratos do cativeiro minam os conceitos que temos sobre nós mesmos. Não falo do seqüestro do corpo, mas do seqüestro da subjetividade, quando você depara com suas fragilidades e não sabe negociar, e vive como vítima seqüestrada. Quantas pessoas nos metem medo só no olhar; isso não é amor. Quantas pessoas nos reprovam e nos levam para "debaixo da mesa", para o cativeiro! Há pessoas que nos roubam, que nos mandam para "debaixo da mesa"! Quantas vezes, a vida o levou para "debaixo da mesa"? Quantas pessoas estão "debaixo da mesa "porque não tiveram coragem de enfrentar o “seqüestrador”, de enfrentar os seus erros e fracassos. Se você não enxergar os seus erros e ver neles uma oportunidade de mudança, você vai permanecer "debaixo da mesa". Quando você está no escuro e precisa de luz, você olha a beleza da vela ou se ela tem pavio? Pare de prestar atenção no que a vida vai fazer. Deixe a "cera", olhe o "pavio", olhe o essencial! O essencial é o "pavio", é você, sua história. Pare de olhar a "cera" destruída, arranhada, olhe o "pavio" que está pronto para iluminar, para queimar. E o que queima é vida nova. Ame-se! Não importa o que tenha acontecido em sua vida; não olhe para aquilo que você perdeu, para aquilo que foi estragado, olhe para o "pavio". Deus não olha para a multidão, Deus olha você. O olhar de Deus não se desviou da sua vida em nenhum instante. Pode ser que hoje você tenha um passado horrível para ser arrumado, talvez você tenha medo de sair "debaixo da mesa", mas Deus o convida para sair do seu "cativeiro". Deus rompe todos os "cativeiros" possíveis!

domingo, 2 de março de 2008

"A vivência cristã faz o jovem ser ético"




Gabriel Chalita fala aos jovens universitários


Um dos momentos que marcou a manhã da programação na jornada dos universitários em Aparecida foi a palestra com o professor Gabriel Chalita.
Durante seu discurso, Chalita falou da importância do papel dos educadores na formação dos jovens, especialmente, no incentivo à vivência das práticas cristãs.
O professor falou, ainda, do papel social da Igreja quando se coloca, por exemplo, contra o aborto. “A Igreja, na verdade, não é contra nada e sim a favor da vida”, destacou, observando que é necessário ter sensibilidade diante das coisas. “Muitas vezes passamos a vida esperando por um milagre e quando nos deparamos com o milagre da vida, somos insensíveis”, disse.
Chalita falou que cada jovem tem uma missão dentro do contexto em que está inserido e que cada um tem importância para a Igreja. “Muitos jovens fizeram parte da história da Igreja. Ninguém nasceu por acaso, cada um é precioso para Deus”.
No mundo estudantil e profissional é necessário ser ético e respeitar a todos, como Jesus respeitava a todos. “É importante, como cristãos ser reconhecido pelo amor, pela gentileza e assim ser diferencial no mundo. Somos convidados a ser diferentes e testemunhas para marcar o mundo”, disse.














O papel de Jesus como o maior educador foi destacado pelo professor: “Precisamos imitá-lo, se aproximar do outro, como ele se aproximou da mulher adúltera. É necessário ter um amor “ágape”.
Chalita remeteu à carta Spe Salvi, de Bento XVI, falando da esperança: “Nunca podemos perdê-la de vista”. Concluindo, lembrou dos pensamentos do orador e escritor português, padre Antônio Vieira: “Na vida devemos fazer quatro perguntas: quanto tempo já vivi?; como vivi até aqui?; quanto tempo tenho de vida?; como eu gostaria de vivê-la?”


Arsenal de infantilidades - Pe.Fábio de Melo













“Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus” (Gálatas 4; 1-7). Essa palavra é muito concreta e humana, inicialmente podemos achar um absurdo assemelhar uma criança ao escravo, é simples porque uma criança não é capaz de fazer a separação, a criança é egoísta e o egoísta é aquele que se ocupa do seu mundo, para ele o outro é uma extensão da sua necessidade. As crianças são escravas de suas necessidades.A maturidade de uma criança acontece na medida em que ela vai crescendo. Uma criança é escrava porque ela não sabe a razão da regra, mas submete. Quando ela cresce e obedece a regra porque compreende, ela deixa de ser escrava. Quantos jogos construtivos, que educa a criança para compreensão de regra, são jogos simples de encaixe entre outros, não videogames que muitas vezes a regra é matar. A palavra de São Paulo é atual. Nós também trazemos as infantilidades nos nossos afetos, insistimos em trazer em nós um arsenal de sentimentos infantis, egoístas, só pensamos em nós e em nossas necessidades. Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em verdadeiros monstros. Uma criança se você não disciplina, se ela é sem regra, ela é um monstro.
Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar
Foto: Robson SiqueiraTudo aquilo que você desconhece se torna soberano sobre você, o desconhecido nos escraviza. Quantas vezes você teme a pessoa desconhecida, e aí está a infantilidade. A birra é o excesso da criança, excesso da infantilidade, e na birra a criança se sente fracassada por não conseguir seu objetivo. Ensine a criança a lhe dar com as impossibilidades. E você, quantas vezes dá sua birra? Quantas vezes, não sabe lhe dar com os limites? Quantos adultos que não se manifestam, não têm coragem de dá opinião porque são infantis, são escravos de seus medos, isso é mesma coisa de birra. Partilhe, dê opinião. A nossa birra se manifesta na nossa cara feia, nas nossas respostas ríspidas, só não temos a coragem de nos jogar no chão. Quantos adultos com medo de quarto escuro. Eu pergunto: Qual o mau de um quarto escuro? Mas quantas vezes fomos trancados nos quartos e disseram que lá dentro tinha um monstro. Uma criança ela não tem inteligência suficiente para saber que ali não tem um bicho, porque a referência que ela tem é o adulto. E quantos adultos presos nas emoções do passado. Como você pode curar seu medo de quarto escuro? Traga à sua razão o que te faz sentir medo. Entre no quarto escuro e diga: ‘Este quarto não pode me fazer mau’.
Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em monstros
Foto: Robson SiqueiraNão importa quantos anos você tem. Sente-se com toda sua maturidade, sente-se com você criança e tenha a oportunidade de se curar dos medos do passado. Olhe para o seu abandono que lhe desespera, fale que quem te abandonou é porque não te conheceu e quem não te conheceu não te amou. Você hoje é adulto, maduro, olhe para as fases da sua vida que precisa ser curada, olhe para você criança, você adolescente. Permita Deus resgatar a sua alma ferida. Muitas vezes é preciso voltar no tempo e reconciliar consigo mesmo. Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar, nenhum olhar será profundo se você não olhar. A emoção é burra. Olhe para uma pessoa apaixonado é quase bobo. As emoções são burras. Deus é especialista de curar corações machucados. O que pode nos destruir na vida não é o que os outros fazem para nós, mas o que permitimos que outros façam de nós. O maior consolo que você precisa não é dos outros, é de você mesmo. Não adianta o outro deixar você livre, e você se sentir escravo. Seja ‘rio’. Pare de dá birra. Pare de lamentar o que você não teve. Seja rio, que quando coloca barreira, ele não deixa de crescer, mas fica mais profundo. Deus ainda prefere os miseráveis. Deus olha para você, e no momento da sua birra Ele se encontra com você.

Resgatar a ritualidade da vida -Pe. Fábio de Melo






‘Tua mão desceu sobre mim, e me retirou da escuridão. Deu-me mãos e voz de profeta, deu-me um coração adorador’.


‘Desperta tu que dormes’! Quero ressaltar a primeira parte do refrão da música, que é o que Deus faz. É porque Ele desceu a mão, como um gesto ‘violento’ que acorda quem está dormindo.
Deus não pode fazer nada para o coração preguiçoso, que não quer ser mudado. O processo humano é difícil. Quanto sangue você tem que ‘suar’ para ser uma mulher e homem de integridade. Aquele que desce a mão, o faz para você melhorar. Não tem como conciliar o cristianismo com a preguiça da vida, esquecendo de como eu poderia ser como pessoa, sem cuidar da minha vida. Coração preguiçoso não tem lugar no céu, porque Deus te quer de pé.

Hoje uma mulher jovem com lágrimas nos olhos me dizia: ‘Deus tem me mantido em pé através da Canção Nova. Eu perdi no mesmo acidente, meu pai, meu esposo e meus filhos’.
Ficar de pé quando tudo deu errado e sentir que a força de Deus lhe alcança! Ficar de pé quando se está no Calvário, onde não é lugar de ficar sentado e sim de pé. Sentir-se de pé mesmo quando o Calvário está ‘armado’ e cheio de curiosos.

‘Desperta tu que dormes’. Não dá para ficar parado, ou sentado e fazer de conta que não está acontecendo nada. Que caia por terra toda hipocrisia e toda máscara.

O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário não é amor, é ilusão. Você sabe que alguém te ama não pelo o que fala, mas pelo o que faz. O amor não sobrevive de teorias. Não adianta falar para seu filho que o ama, se seus gestos não correspondem a esse amor. Palavras sem gestos não edificam.

O Calvário é ladeira acima, em meio a pedras, e não com asfaltos. Nossos passos não deslizam com facilidade. Não se chega ao céu de ‘patins'. São com essas ‘botas’ da dor, difíceis. Ninguém os prometeu que os valores seriam fáceis de serem alcançados. Você sabe muito bem o quanto te custou para chegar até onde chegou, as coisas não vêm tão fácil assim.

Nós perdemos os rituais. Como era bom o tempo em que preparávamos nossas refeições. Era um ritual: as crianças descascando milho, as tias cozinhando-os no fogo, outro fazendo a palha, e a família toda em um ritual de alegria fazendo a pamonha.
Nós tínhamos rituais de vida. Quando comíamos o porco ou fazíamos um almoço para toda a vizinhança e todo mundo da rua, para comerem juntos. Mas hoje, nossa comida vem toda pronta. Nós não temos mais o ritual de preparar o que nós comemos.




'O amor não sobrevive de teorias. Palavras sem gestos não edificam'.
Foto: Robson SiqueiraE aquela experiência de zelar por aquilo que é seu, se perdeu. De consertar as coisas da casa, onde o pai sempre chamava o filho para aprender.
Hoje tudo é muito prático, e perdemos o valor da realidade simbólica, perdemos a graça do diálogo, das conversas.

Às vezes nossos filhos estão loucos para conversar conosco, mas não temos tempo. Nós precisamos construir relações concretas. Às vezes se cuida dos amigos virtuais, mas não cuidam de quem está ao lado. A tecnologia não pode se utilizar de nós, quem manda é você.

Essas coisas que nos escravizam. Temos que abrir os olhos para tudo isso e sair da cegueira. Nós não pensamos nas conseqüências que minam a capacidade de sermos pessoas concretas e reais. Damos muito tempo para as pessoas no computador nos 'messenger´s' e tantas coisas mais, mas não damos uma palavra para um amigo do nosso lado.

Se não ritualizarmos a nossa vida nos tornaremos insensíveis. Aí Deus vai ter que descer a mão mesmo, e o 'sopapo' vem. E você percebe que está perdendo o seu filho para as drogas, o pai para o álcool, a mãe para infidelidade. Preste atenção aos ‘tapinhas’ da vida, para não ter um tapa mais forte adiante, podendo ser tarde demais.
‘Desperta tu que dormes’. Pessoas que estão dormindo e ficam na preguiça, é como que dar um remédio para aquele paciente que quer morrer.

Quando éramos crianças aprendíamos a tecer bordado e a costurar. Será que o bordado que fazíamos exteriormente não repercutia na nossa alma, interiormente, fazendo-nos pacientes? Cortar o mato com a enxada, não fazemos mais. Não diga ‘Eu posso pagar’. Hoje é tudo muito diferente e podemos pagar para que alguém o faça, mas de vez em quando, faça você mesmo.

Todas as mulheres lustram os móveis para ficar bonito, mas ninguém vai saber ‘lustrar’ o rosto de seu filho como você. ‘Desça do salto’ na simplicidade. Ao invés de levar o filho ao restaurante mais saboroso que tem, surpreenda-o com um avental fazendo a comida. Você e seu marido. A comida vai ter o sabor mais gostoso que qualquer outro restaurante.
A cura de nossos afetos vem através destes ritos. É uma alegria de chegar em casa e ter a mãe cozinhando.

'Desperta, tu que dormes! Seja justo com o que Deus lhe oferece!'
Foto: Robson SiqueiraAbra os olhos para o filho que você tem, abra os olhos para a mulher que você tem, não se acostume com o seu marido, abra espaços para as surpresas.
Nossos afetos são construídos dentro de casa. Nada pode ser mais destruidor do que uma palavra do pai e da mãe. Você tem o direito de dizer o que você quiser, mas não tem o direito de dizer do jeito que quiser. Nós traumatizamos na forma como dizemos as coisas.

‘Desperta tu que dormes’. Talvez você esteja perdendo a oportunidade preciosa de ser uma esposa, uma mãe, um filho, um marido, e você os trata como se fossem um ‘qualquer’. Cuide do que é seu. O amor requer calma e um olhar vagaroso.
Essas coisas são tão boas e tão simples, mas ouvimos pouco sobre elas. Corremos o risco de deixar a vida passar e não vivermos direito com aqueles que amamos.

Da sua casa você é o profeta. Você é convidado a ser o profeta. É você quem tem que mudar.
A transformação é na tua vida, no poder de ser profeta no seu ‘território’, em sua casa. Em ser a voz, em nome do amor vivo presente em você.
‘Desperta tu que dormes’. Seja justo com o que Deus lhe oferece. A sua casa merece sua coragem.
Você está diferente
!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ARNALDO JABOR - A BUNDA DURA


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
· Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver? a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal... Burra. b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando. c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa... Coitada. d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem
H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!
Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.

O novo rosto do mundo passa pela infância - Gabriel Chalita



Guimarães Rosa conta, em "Corpo de Baile": "Miguilim era piticego, tinha vista curta, e não sabia. E então o senhor (que era doutor) tirou os óculos e deu-os a Miguilim: 'Olha, agora!' Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. O Mutum era bonito! - agora Miguilim via claramente." Muitas vezes um problema de saúde, não identificado na primeira infância, prejudica o aprendizado. Mas o prejuízo ultrapassa a questão puramente educacional. Criança que não tem a devida atenção, não tem adequado desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. E a identificação de um problema precisa ser feita pela família. Não há caminho da educação que não envolva a família e a escola. O principal objetivo da escola pública deve ser o bem-estar e o desenvolvimento integral da criança. Para isso, deve cuidar da saúde, da nutrição, da segurança e da aprendizagem. Em segundo lugar, os projetos têm que ter continuidade, e serem bem coordenados.
Esta questão ocupa especialistas no mundo inteiro. A ONU promoveu no Senegal, em 2000, o Fórum Mundial de Educação para Todos. Uma das seis metas de consenso dos 189 países participantes foi a educação e o cuidado na primeira infância. No Brasil, estamos longe de atingir o básico, que é a universalização da educação infantil. Falta investimento e falta vontade política. Os gastos em educação chegam a apenas 4,2% do PIB (a Unesco recomenda 6%). Por exemplo, em educação infantil apenas 6,25% vêm do governo federal. Com relação à educação básica, que deveria ser prioridade absoluta, o governo federal destina parcos 5%. Enquanto isso, aplica 63% da verba no ensino superior. Isto mostra uma inversão de prioridade.
Os pais não têm tempo de acompanhar os filhos na escola, durante os dias úteis. Por isso, em São Paulo, na nossa gestão como secretário de Educação do Estado, implantamos o Programa Escola da Família, em 2003, mantendo abertas as 5.306 escolas estaduais, aos fins de semana, para atividades de esporte, lazer, artes, saúde e geração de renda. Foram mais de 20 milhões de participações por mês. O que demonstra que a família só não participa quando não lhe é facilitado o acesso à escola. Os resultados mais concretos do programa Escola da Família foram a queda dos índices de violência nas escolas e a diminuição da evasão escolar. Mas ainda há um longo caminho para que se consiga fazer com que a educação seja referência em nosso país. É preciso, agora, investir na qualidade dessa educação. Principalmente na educação infantil, investindo na formação continuada do professor, e conscientizando a família de sua fundamental importância no processo ensino-aprendizagem dos filhos. Outro passo importante na educação básica foi a implantação da escola de tempo integral. Nosso sonho é que, no futuro, muito mais do que as 500 escolas iniciais acolham crianças durante o dia todo, em atividades artísticas e esportivas.
Para isso é preciso integração entre governo e comunidade. Alguns países desenvolvidos apostam nesse conceito. Na Nova Zelândia, por exemplo, os jardins de infância são estabelecimentos independentes, gerenciados pela comunidade. E existem centros de lazer em que os educadores e administradores são os próprios pais das crianças matriculadas.
Este é um dos caminhos para que tenhamos cada vez menos Miguilins. Perderíamos contos maravilhosos como esse de Guimarães Rosa, mas ganharíamos em qualidade de vida para as nossas crianças.



Revista Brasil Responsável

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Kassab culpa secretário e promete investigação de contrato suspeito




da Folha Onlineda Folha de S.Paulo







A Prefeitura de São Paulo promete neste domingo, por meio de nota, que a Corregedoria do Município vai investigar o contrato firmado entre a Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos) e a Secretaria de Ação e Desenvolvimento Social. A Finatec, ligada à Universidade de Brasília, está sob intervenção desde o dia 16 por gastar R$ 470 mil na reforma e compra de móveis luxuosos para o apartamento do reitor da universidade, Timothy Mulholland.
"É inadmissível que um órgão municipal contrate uma fundação que já é considerada inidônea pela administração municipal. O Secretário de Ação e Desenvolvimento Social [Floriano Pesaro] errou ao contratar essa entidade", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM) no comunicado à corregedoria. O contrato firmado na atual gestão foi feito sem licitação.
A própria prefeitura já havia detectado o que classifica de "práticas irregulares" em contratos firmados na gestão anterior, de Marta Suplicy (PT). Um relatório da corregedoria aponta suspeitas de que serviços contratados por R$ 12 milhões não tenham sido feitos.
Segundo a nota, o gabinete de Kassab prepara também um decreto determinando que todas as propostas de contratos de órgãos da prefeitura com dispensa de licitação sejam submetidos a análise prévia da Corregedoria.
Suspeitas
O Ministério Público do Distrito Federal investiga as acusações, que atingiriam também outras administrações do PT. A fundação teria sido usada como forma de estabelecer, sem licitação, contratos de mais de R$ 23 milhões com empresas pertencentes a um consultor com ligações com o partido.
A revelação foi feita pela revista "Época" desta semana. Segundo a reportagem, prefeituras e governos de Estados, incluindo a administração municipal de São Paulo, contrataram a Finatec sem licitação, o que é dispensável em caso de fundações ligadas a entidades de ensino para projetos de modernização gerencial.
Segundo a Promotoria, duas empresas foram subcontratadas para realizar o serviço, recebendo R$ 23 milhões de um total de R$ 50 milhões: a Intecorp Consultoria Empresarial e Camarero & Camarero Consultoria Empresarial, de Luís Antonio Lima e de sua mulher, Flávia Maria Camarero.
Segundo a "Época", Lima teria prestado consultoria à administração do PT em Porto Alegre, além de ter participado da equipe de transição do governo FHC para o de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.
Outro lado
Secretário municipal de Subprefeitura à época da contratação da Finatec, o vereador petista Antônio Donato afirma que só conheceu o empresário Luís Antônio Lima durante a execução do contrato com a fundação.
"Eu o conheci em 2003, como consultor da Finatec. Para mim, ele era um consultor da fundação, sem nada de excepcional", afirmou Donato e disse ainda que o "relatório da corregedoria [da Prefeitura, apontando irregularidades no contrato] é uma peça política".
Alegando que a Finatec prestou serviços para prefeituras de outros partidos - inclusive a de Gilberto Kassab (DEM) - Donato disse que o Ministério Público estará influenciado pelo calendário eleitoral se "a investigação se restringir ao PT".
Procurada, a assessoria de imprensa da ministra Marta Suplicy informou que "o contrato foi assinado pela secretaria municipal de Subprefeitura, e a ministra não tem comentário nem declaração a fazer".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Atitude: a lição do exemplo - Gabriel Chalita



O conhecimento fica registrado na memória. O exemplo fica registrado no coração. Esta é a síntese da pedagogia perfeita: ensinar dando exemplos, ensinando pelo exemplo. Pela atitude o professor ensina posicionamento diante da vida, apóia desejos, estimula sonhos. E o mais poderoso instrumento da atitude é a palavra. É pela palavra que se constrói e se destrói. A palavra é a arma capaz de reduzir o outro a mero espectador da história ou transformá-lo em protagonista. A palavra incentiva ou diminui; alimenta os sonhos ou destrói esperanças; faz viver ou faz morrer.
Quando a palavra é dita, não há como impedir os seus efeitos. É como a sabedoria chinesa prega: "Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a oportunidade perdida e a palavra pronunciada". A palavra entra na mente dos ouvintes e, se destrói sentimentos puros que o habitavam, daí vem o preconceito. De uma palavra mal empregada pelo pai ou pela mãe, pelo diretor ou professor, por algum amigo que tem alguma importância e por isso o que ele diz deve ser levado a sério. No reino da infância, as defesas são menores, e por isso o poder de destruição da palavra é muito maior. Isto porque a criança ainda não conseguiu desenvolver defesas. Às vezes essa força destruidora não vem de uma reprimenda ou de uma agressão verbal, mas da sutileza de um ensinamento inadequado. Uma piada preconceituosa, um comentário infeliz em que pais comparam seus filhos, um discurso incorreto frente a uma criança que sente que não tem determinado talento. É necessária muita delicadeza para não ferir os sonhos alheios. É necessário muito cuidado para não traumatizar um ser em formação.
De outro lado a palavra constrói. Pequenas reflexões, se possível recheadas de exemplos, ajudam muito mais do que longos e cansativos conselhos. Cecília Meirelles tem uma frase exemplar: "Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta; não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." A sutileza é poderosa. Palavras de amor se revestem de impressionante poder, quando são sinceras, quando são, de fato, palavras de amor. Impulsionam a derrubar o que oprime e a perseguir o que vier pela frente. Palavras de amor comovem, movem; palavras de amor transformam, formam; palavras de amor habilitam, habitam. E por que então economizar nessa arte de amar? Por que viver das sombras, se a luz é tão mais significativa? Por que sentir frio se há uma lareira por perto? Basta apenas um pequeno esforço de acendê-la. É por isso que se diz que a felicidade está muito mais próxima do que se possa imaginar. Infelizmente há pessoas que têm preguiça de ser felizes, e assim deixam de cultivar momentos simples, porém intensos.
Utilizar o poder da palavra para realizar o milagre da transformação. A educação decorre de um movimento interno, influenciado por ambientes externos. O aluno instigado externamente se movimenta internamente, e assim se transforma. É assim desde Sócrates, que comparava a educação à arte da parturição. A criança está pronta lá dentro, mas precisa de um impulso para que nasça. Sozinho fica muito mais difícil ou quase impossível. O professor precisa tomar consciência de que as idéias dos alunos estão ali, esperando alguém, cujo poder de conhecimento e cuja experiência sejam capazes de ajudá-los nessa transformação. E com gentileza fica muito mais fácil porque o ser humano torna-se dócil frente à gentileza. Suas resistências caem e seus medos desaparecem, porque do outro lado há alguém que decididamente só quer o bem.
A atitude mais transformadora é a atitude gentil, que alimenta e realimenta a esperança pelo poder da palavra, e impulsionam para o sonho. Cada mulher ou homem tocado pela gentileza seja um pouco melhor. E, sendo um pouco melhor, ajuda a construir um mundo melhor. Mesmo que esse mundo seja apenas a sua casa, a sua escola ou o círculo de pessoas que estão ao lado.
Na poesia, mais uma vez, a inspiração para a vida. Testemunha Adélia Prado: "Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo". A tranqüila confirmação poética é de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Querer mudar o mundo sem mudar a esquina é coisa de gente que não entende da força do primeiro gesto.
Artigo publicado na Revista Profissão Mestre, edição de ferevereiro de 2008

ORAÇÃO DO AMOR

Senhor,Ilumina meus olhos
Para que eu veja os defeitos da minha alma e vendo-os, para que eu não comente os defeitos alheios.
Senhor,Leva de mim a tristeza
E não a entregueis amais ninguém...
Encha meu coração coma divina fé, para sempre louvaro vosso nome e arranca de mim o orgulho e a presunção.
Senhor,
Faze de mim um ser humano realmente justo...
Dá-me a esperança de vencerMinhas ilusões todas.
Planta em meu coraçãoa sementeira do amor
E ajuda-me a fazer feliz
O maior número possívelde pessoas, para ampliar seus diasrisonhos e resumir suas noitestristonhas...
Transforma meus rivais em companheiros, meus companheirosem amigos e meus amigos ementes queridos...
Não permita que eu sejaum cordeiro perante os fortes
Nem um leão perante os fracos...
Dá-me, Senhor,O sabor de perdoar
E afasta de mim o desejode vingança, mantendo sempreem meu coração
Somente o AMOR.
Amém

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Justiça anula cláusula de contribuição assistencial de professores em SP



A cláusula de norma coletiva que previa o desconto mensal do salário de cada professor a título de contribuição assistencial, sem limitação aos filiados, foi anulada. Segundo informações do MPT (Ministério Público do Trabalho) da 2ª Região (São Paulo), a sentença foi proferida em ação civil pública ajuizada pela procuradora do Trabalho Alline Pedrosa Oishi em face do Semesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo) e em face da Fetee-SP (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo). “A cobrança das contribuições sindicais, previstas em instrumentos normativos negociais dos trabalhadores não filiados é ilegal”, afirma a procuradora. Segundo ela, o índice, que varia de 5% a 10%, seria descontado do salário bruto de cada professor sem qualquer direito de oposição pelo trabalhador. Por isso, na sentença, a juíza substituta da 74ª Vara do Trabalho da capital Lucy Guidolin Brisolla Neves, as duas entidades foram condenadas a deixar de arrecadar as contribuições sindicais previstas em instrumentos normativos negociais, dos trabalhadores não filiados, ressalvada expressa autorização dos mesmos, sob pena de arcar com pagamento de multa diária no valor de R$ 1 mil. Além disso, as entidades estão impedidas de arrecadar contribuições sindicais dos trabalhadores não filiados, ressalvada expressa autorização dos mesmos, sob pena de multa de R$ 50 mil por cláusula que vier a ser estipulada nesse sentido. As multas eventualmente impostas serão revertidas ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Isso porque, segundo a procuradora, o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho prevê que a contribuição assistencial é compulsória apenas para os filiados e associados dos sindicatos, qualquer que seja o instrumento coletivo que a abrigue, ou ainda para os trabalhadores que autorizem expressamente o desconto dos salários. Para a magistrada, o fortalecimento dos sindicatos não pode importar em prejuízo de direitos dos trabalhadores, entre os quais a intangibilidade do salário. De acordo com Alline, o inciso V do artigo 8ª da Constituição Federal garante, em nome da liberdade sindical, que ninguém será obrigado a filiar-se a sindicato.




Processo nº 01359-2006-074-02-00-3

O pior apagão

O Brasil de tantos apagões anunciados acaba de trombar no que talvez seja o mais paradoxal deles: apesar da elevada taxa de desemprego, falta mão-de-obra qualificada. O tamanho desse preocupante entrave ao crescimento ganhou maior visibilidade com a divulgação, quarta-feira, de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que quantifica o problema. Enquanto um contingente superior a 9 milhões de pessoas busca vaga no mercado de trabalho, só 1,67 milhão, ou 18,3% do total, estão aptas a preencher um dos postos disponíveis. Observe-se que o nó não está no nível superior, que responde por apenas 7% das vagas abertas, mas no médio e técnico.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que, entre junho e julho, pesquisou 1.714 empresas, a falta de capacitação afeta sobretudo a área de produção. Perde-se produtividade e competitividade. Também é prejudicada a inovação tecnológica. Ou seja, o país vai ficando para trás - e não é de hoje. Compare-se, por exemplo, a evolução da Coréia do Sul, que, há cerca de 40 anos, estava em patamar de subdesenvolvimento e analfabetismo semelhante ao brasileiro e hoje é um dos maiores exportadores mundiais de tecnologia, com 82% dos jovens na faculdade e vigor econômico que a fez despontar no cenário internacional como Tigre Asiático.
A diferença é que lá houve forte investimento em escolas públicas de ensino médio e fundamental. Aqui, mesmo quando as empresas investem em treinamento ou não exigem grau de capacitação tão elevado, há dificuldades devido à baixíssima qualidade da educação. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que testa o conhecimento de estudantes em português e matemática, é revelador: alunos chegam ao 3º ano do ensino médio com nível de conhecimento que deveriam ter alcançado na 8ª série do ensino fundamental.
Nesse cenário, até os cursos técnicos e profissionalizantes mantidos pela iniciativa privada para suprir as necessidades próprias de pessoal são prejudicados, tornando-se mais demorados e onerosos. Nem as grandes estatais escapam. A Petrobras, para amenizar as restrições à expansão de suas atividades em território nacional, vê-se obrigada a fornecer cursos inclusive para a rede de fornecedores da empresa.
É o custo Brasil elevado à máxima potência pela histórica vesgueira dos governantes na elaboração da lista de prioridades nacionais. A educação fica aquém das políticas assistencialistas, embora sejam os investimentos no setor a única alavanca capaz de resgatar socialmente as camadas menos favorecidas e inserir o país no mundo desenvolvido. Como conseqüência, não estamos preparados nem para crescer nem para a modernização. Esse nó somente será desatado com ensino público, inclusive técnico e profissionalizante, de qualidade e em quantidade suficiente para atender as necessidades nacionais.
O governo tem instrumentos - como o Saeb - para medir a deficiência, mas não ousa corrigi-la. Acabar com o atraso é tarefa que demanda tempo, já perdido de sobra pelo Brasil. Sem ação efetiva imediata, com planejamento para atender primeiro os setores mais carentes de qualificação de mão-de-obra da economia, o bonde do Primeiro Mundo passará diante do país em velocidade supersônica, deixando a nação na poeira, sem chance de embarcar.

Desinteresse pela inovação

Enquanto nos países desenvolvidos as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico são cada vez mais impulsionadas pela iniciativa privada, no Brasil elas continuam se circunscrevendo predominantemente ao setor público. Na França, por exemplo, 53% dos cientistas trabalham para empresas particulares. Nos Estados Unidos e na Coréia do Sul, esse porcentual já está próximo dos 80%. Entre nós, porém, apenas 16% dos pesquisadores atuam na iniciativa privada. Os 84% restantes trabalham em universidades públicas ou em órgãos governamentais, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura.
O resultado acaba sendo paradoxal: apesar do aumento dos investimentos do País em pesquisa e desenvolvimento, que pode ser constatado pela ampliação do número de doutores formados por universidades de ponta e pela elevação do número de artigos publicados por cientistas brasileiros em conceituadas revistas especializadas internacionais, as empresas nacionais continuam enfrentando dificuldades para incorporar as inovações científicas aos seus negócios e, com isso, ganhar produtividade, lançar novos produtos e conquistar novos mercados.
Trocando em miúdos, embora a ciência avance, "ela não vira Produto Interno Bruto", como afirma o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), uma das mais importantes agências de fomento ao desenvolvimento tecnológico do País. Isso acontece, diz ele em importante estudo recentemente divulgado pelo Estado, por causa da incapacidade de governos e empresários de construírem "pontes" entre o mundo da ciência e a realidade dos mercados.
Os cientistas fazem pesquisa de ponta, mas as empresas não sabem utilizar o potencial de inovação propiciado pelos institutos do setor público. E, como são elas que geram riquezas, o avanço da ciência não tem os efeitos que poderia ter no aumento da produção e na criação de novos postos de trabalho.
Segundo Brito Cruz, só quando o setor produtivo passar a registrar aproveitamentos significativos da inovação científica é que a economia brasileira reunirá condições para crescer num ritmo mais acelerado do que o atual. Para isso é indispensável a contratação de maior número de cientistas e pesquisadores e a presença de empresários nos principais órgãos deliberativos das universidades de ponta, assim como a modernização da legislação. Sancionada há dois anos com o objetivo de incentivar as empresas particulares a investirem em ciência e tecnologia, a Lei da Inovação Tecnológica foi o primeiro passo nesse sentido.
Mas, como lembra o diretor-científico da Fapesp, ainda há muitos desafios pela frente e a expansão da ciência e da tecnologia não pode ficar na dependência de financiamento direto do poder público. Para vencer esses desafios, uma saída seria adotar medidas inspiradas na bem-sucedida política posta em prática pela Finlândia e pela Suécia. Nas últimas décadas, indústrias desses países se tornaram líderes mundiais nas áreas em que as inovações são quase diárias, tais como a informática e a telefonia.
Graças a um engenhoso sistema de estímulos fiscais, à criação de comitês científicos, constituídos por professores universitários, pesquisadores e executivos de grandes empresas, e ao compromisso dos governantes de manter intocadas as "regras do jogo", nos dois países a iniciativa privada pôde aumentar significativamente os investimentos em tecnologia. E, à medida que se converteram nos principais empregadores de cientistas e pesquisadores, as empresas finlandesas e suecas em pouco tempo se tornaram grandes conglomerados mundiais.
No Brasil, conforme reportagem recentemente publicada no Estado, muitas empresas têm interesse em firmar acordos com universidades públicas, mas esbarram em problemas que vão da falta de comunicação ao anacronismo da legislação. Nas agências públicas de fomento à pesquisa já não predomina o preconceito ideológico que condena parcerias com a iniciativa privada, mas elas reivindicam leis mais modernas para poderem formalizar acordos. E falta, enfim, um marco regulatório que encoraje o setor produtivo nacional a aumentar seu peso relativo em matéria de inovação tecnológica.



O Estado de S. Paulo, 12/11/2007

PENSAMENTOS